Com o quadro reduzido de servidores municipais, várias unidades de saúde de Franca funcionam sem o serviço de limpeza. As UBSs (Unidades de Pronto Atendimento) da Vila Santa Terezinha e Parque do Horto são os locais mais críticos. Segundo denúncia, a sala de curativos de uma dessas unidades foi fechada por falta de higienização. Os banheiros disponibilizados à população também estão sem condições de uso e o lixo não está sendo recolhido.
A situação é confirmada por vários servidores da rede municipal de Saúde, mas muitos deles não querem aparecer para não sofrer "perseguição". “Não tem funcionários. A Prefeitura oferece horas extras, mas os funcionários não são obrigados a aceitar porque já trabalham muito. Em alguns lugares, o pessoal da limpeza está indo dia sim, dia não”, confirmou a serviço geral Márcia Angélica, que trabalha na UPA do Aeroporto, nesta quinta-feira, 14. Mas há relatos que a faxina não é feita até por um período de uma semana nas unidades de saúde.
“O último concurso para serviços gerais foi em 2016. Muitos se aposentaram ou são afastados por algum motivo. Se os gestores já pensavam em uma terceirização do serviço de limpeza, poderiam realizar concursos temporários para suprir a falta de servidores”, completou Márcia.
O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) anunciou a terceirização do serviço de limpeza da cidade, projeto que foi aprovado pelos vereadores no mês de abril deste ano. Mas após abrir licitação, o processo foi suspenso devido à representação de uma empresa junto ao Tribunal de Contas para análise do edital. A Prefeitura até já havia realizado a atribuição dos cargos, mas por conta da impugnação do edital os cerca de 60 servidores não foram remanejados ainda.
A Secretaria de Saúde informou nesta quinta-feira que tem buscado medidas para a conservação dos espaços e está atenta ao aumento da demanda nos atendimentos da rede pública de saúde. Informa também que já está em conclusão o processo licitatório que trata da terceirização da limpeza dos serviços de urgência e emergência, o que vai possibilitar o redimensionamento de funcionários do setor de limpeza das unidades vinculadas à Secretaria de Saúde.
Terceirização
Os cerca de 60 funcionários que serão atingidos com a terceirização do serviço de limpeza das unidades de saúde de Franca ainda lutam para reverter a decisão do prefeito. Os funcionários entraram com um mandado de segurança e, no dia 1º de setembro, todas as partes da área participarão de uma audiência no Ministério do Trabalho para rediscutir a proposta.
A audiência deverá contar com representantes dos servidores e das secretárias de Saúde, Waléria Mascarenhas, e de Recursos Humanos, Marina Mattos.
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