Dados mais recentes do Caged (Cadastro de Geral de Empregados e Desempregados), referentes ao mês de maio, apontam que Franca alcançou 95 mil trabalhadores com carteira assinada. Os números indicam uma recuperação, após a forte crise gerada pela pandemia, e projetam o melhor ano da história de Franca.
A análise foi feita no Boletim Econômico da Prefeitura de Franca. De acordo com os números levantados, o melhor ano da história foi 2013, quando o município encerrou com 89,6 mil trabalhadores formais.
Com 5,4 mil postos de trabalho a mais neste ano, a projeção do economista Deyvid Silveira é de que Franca encerre 2022 com o seu melhor saldo na série histórica, que se iniciou em 2010.
"Esse número saiu de 78 mil, em 2010, teve crescimentos ao longo dos anos seguintes e chegou ao maior volume em 2013, mas depois teve duas crises. Agora, em 2022, atingimos 95 mil, com tendência de novas projeções de desenvolvimento, PIB e movimentação econômica. O fato é que esperamos um número próximo ou superior no fim deste ano", analisou Deyvid.
De acordo com o economista, o fator que colabora para essa projeção é a maior distribuição de empregados por setor. Atualmente, segundo o Caged, a área de serviços é a que mais emprega em Franca, com 36,2 mil trabalhadores. A indústria e o comércio vêm na sequência, com 27,9 mil e 26,5 mil, respectivamente. O setor de construção tem outros 3,3 mil, enquanto o agropecuário tem aproximadamente 1 mil empregados.
Em 2013, os trabalhadores estavam concentrados na indústria calçadista, principalmente, que encerrou o ano com 23.419 empregados. Neste ano, a área tem 16,4 mil funcionários com carteira assinada.
"Historicamente, em dezembro, temos uma sazonalidade do calçado, que conta com uma certa demissão e acaba caindo um pouco o estoque. Mesmo com essa questão, a nossa mão de obra está concentrada em outros setores", finalizou o economista.
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