Com as taxas de juros nas alturas, tudo é impactado – o mercado imobiliário também não escapa. O presidente do Crecisp (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), José Augusto Viana, esteve em Franca nesta terça-feira, 12, e afirmou que, apesar de se estar em um bom momento, o cenário de compra e venda de imóveis poderia ser melhor.
Para quem planeja financiar uma casa ou apartamento, as condições são piores. “A taxa de juros estabilizou com um número muito alto, acima de 8%. Você não consegue financiar abaixo disso, e um bom número de pessoas não tem condições de ter o crédito aprovado porque a renda familiar não alcança o mínimo que o banco exige para provar”, disse Viana.
O presidente ainda citou um levantamento que revela que, ao longo de 2021, 3,5 milhões de pessoas deixaram de comprar um imóvel porque não tiveram condições de financiar. A expectativa para este ano é ainda maior: 4 milhões de pessoas em todo o país.
“No começo do ano passado, o mercado estava uma maravilha. Do meio do ano para cá a Selic começou a subir demais e os bancos foram repassando as taxas de juros. Por isso, quando chegou em fevereiro, pararam de repassar os aumentos. Você encontra juros de 8%, sendo que a taxa Selic está em 13,25%. Seguraram porque o dinheiro que captam na poupança – cerca de 65% do dinheiro – se não investem em mercado imobiliário, sofrem as sanções do Banco Central. Por isso deixaram de aumentar.”
Apesar da dificuldade, Viana acredita que Franca é uma cidade “fora da curva” a nível nacional. O presidente destaca que a infraestrutura e os postos de trabalho formais colaboram para o aquecimento do mercado e atraem a atenção de investidores.
“Franca é uma cidade especial dentro da visão toda que temos no Brasil. Não tem favela, tem saneamento, há uns anos foi a que mais criou empregos no país. É uma cidade que proporciona segurança para o investidor. Vejo Franca com muito otimismo”, falou.
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