FIM TRÁGICO

Mulher que degolou idosa no Jardim Riviera morre na penitenciária de Tremembé

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Paloma Martins Bastos acompanhada por investigador da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) no dia de sua prisão em 2014
Paloma Martins Bastos acompanhada por investigador da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) no dia de sua prisão em 2014

A aposentada Paloma Martins Bastos, 51 anos, que assassinou a facadas a idosa Ana Cecília Macedo em março de 2014 no Jardim Riviera, em Franca, suicidou-se no dia 28 de junho na Penitenciária de Tremembé, onde cumpria pena de 14 anos pelo homicídio.

Paloma estava presa desde quando foi pega por policiais civis da DIG, três dias depois do assassinato. Ela se matou enforcada na cela onde cumpria pena e foi sepultada em Delfinópolis (MG).

Confissão em detalhes
O assassinato cometido por Paloma ganhou notoriedade após a sua confissão. Na época, ela disse que matou Ana Cecília por vingança e detalhou o assassinato.

“Eu puxei a faca, e ela começou a sangrar. Ela tentou me tomar a faca e eu derrubei ela no chão, montei em cima dela e enfiei a faca. Ela começou a gritar: ‘Jesus me acode, Jesus me acode’. Eu falei para ela: ‘Jesus, minha filha? Cadê sua fé agora para te salvar?’. Ela começou a gritar e veio um trem na minha cabeça pedindo para matar ela. Fiz o que estavam me pedindo. Passei a faca até torar o pescoço dela (neste momento, Paloma imitou o som do sangue jorrando)” , disse Paloma em entrevista ao portal GCN no dia de sua prisão.

Ana morava sozinha há mais de 15 anos e foi encontrada sem vida por vizinhos no dia seguinte do crime. A Polícia Civil chegou até Paloma, que era aposentada por invalidez, após descobrir que ela tinha um caso extraconjungal com o inquilino de Ana.

“A investigação tinha informações de que ela (Paloma) esteve nas imediações (do local do crime). Como ela já tinha mantido um relacionamento amoroso com o rapaz que mora na casa da frente, os policiais (investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares) passaram, então, a tentar localizá-la”, disse o delegado Márcio Murari na época da prisão.

Além de Paloma, seu marido foi preso por receptação. Ele estava de posse do aparelho celular de Ana, um “presente” da mulher. “Morto não precisa de celular”, disse Paloma para justificar por que levou o aparelho após o assassinato, e o deu ao companheiro.

Em 2017, Paloma foi condenada a 14 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e furto. No dia do julgamento, ela chorou várias vezes e aparentava estar orando.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários