IMBRÓGLIO

Prefeito mantém silêncio sobre pedido de suspensão da licitação do hospital estadual

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Área anunciada para a construção do Hospital Estadual em Franca
Área anunciada para a construção do Hospital Estadual em Franca

A repercussão do pedido de suspensão da licitação da obra do Hospital Estadual de Franca, que está em andamento na Secretaria de Saúde do Estado, é grande na cidade.

A construção da unidade de saúde está projetada para uma área que está sub judice. Os ex-proprietários entraram com uma ação de “retrocessão acumulada com indenização de danos materiais e morais”. Isso porque a área foi desapropriada em 2009 com destinação para a construção da Cidade Judiciária, que não saiu do papel.

Agora, os ex-donos do imóvel protocolaram junto à Comissão Permanente de Licitação da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo pedido de impugnação do edital referente à concorrência pública.

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) está sendo procurado desde o final da tarde desta terça-feira, 5, quando todas partes envolvidas foram notificadas da ação, mas até a tarde desta quarta-feira, 6, ainda não havia se pronunciado sobre o pedido de suspensão da licitação, que poderá travar o andamento do processo de construção do hospital.

A construção do Hospital Estadual está prevista para a área de 31 mil metros quadrados localizada na avenida São Vicente, zona sul de Franca, entre os bairros Jardim Noêmia e Residencial Espraiado. A unidade de saúde contará com 225 leitos, com capacidade para atender aproximadamente 750 mil pessoas de Franca e região. A obra está orçada em R$ 200 milhões.

Vereador diz ter avisado
Já o vereador Daniel Bassi (PSDB), também envolvido na conquista do Hospital Estadual, anunciado em 4 de abril pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB), disse nesta quarta-feira que havia avisado sobre o risco da obra naquela área. Inclusive, o vereador defendia a construção do hospital em outro terreno, que fica às margens da rodovia Cândido Portinari, próximo ao Franca Shopping.

“Avisamos na Câmara que havia esse risco. Mas a Câmara e o Estado acreditaram na boa fé da Prefeitura de que havia segurança jurídica. Mas eu, pessoalmente, acredito que a Prefeitura resolverá essa questão sem que atrapalhe o cronograma previsto para a construção do hospital público estadual de Franca”, disse o parlamentar.

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