Basta que o mês de julho se inicie que para que a criançada passe as tardes na rua. Por conta das férias, a soltura de pipas, por exemplo, é muito maior do que em outras épocas do ano. Mas a brincadeira, que é tradicional e sobrevive às gerações, também pode ser perigosa.
No campo do Jardim Cambuí, quase todos os fins de semana crianças e adolescentes se reúnem para brincar e soltar pipa. Nenhum problema existiria se parasse por aí. O que tem incomodado a vizinhança é o grande número de pessoas nas ruas sem qualquer atenção aos carros e motos e pessoas que sobem em telhados para resgatar pipas caídas ou até soltá-las.
“Não estão nem aí, é perigoso acontecer acidente. Eles também ficam subindo em cima da escola, em cima das casas, já quebraram telhas e pularam muros para pegar pipa. Muita gente não respeita as pessoas que moram lá”, disse Laís Alves, que visita os sogros que moram no bairro.
Além disso, nesse período aumentam os acidentes envolvendo linhas de cerol. No Estado de São Paulo é crime, de acordo com a lei estadual, usar o cerol ou a chamada “linha chilena”. Por conduzirem eletricidade, em contato com a rede elétrica, aumentam o risco de choques e pelo seu poder cortante, essas linhas podem romper os cabos da rede e provocar curtos-circuitos, além de colocar em risco a vida de ciclistas e motociclistas.
Para prevenção de acidentes, a Guarda Civil Municipal vai intensificar as ações de orientações sobre o uso de linhas com cerol nos períodos de férias, principalmente, em espaços públicos onde há uma grande movimentação de pessoas, informando sobre os cuidados e danos que podem causar.
Em casos de intercorrências com linhas de cerol, os responsáveis são conduzidos à Delegacia para providências pertinentes.
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