MUDANÇA

Projeto quer manter vendedores de churros e cachorro-quente na praça

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
O ambulante Carlos Roberto dos Santos mantém seu carrinho de churros na praça há 30 anos
O ambulante Carlos Roberto dos Santos mantém seu carrinho de churros na praça há 30 anos

Um projeto que tramita na Câmara Municipal de Franca busca "proteger" alguns ambulantes tradicionais que trabalham na área central da cidade há décadas. Para isso, a propositura pede uma alteração na lei de 1972 do Código de Posturas do Munícipio de Franca.

A lei diz que os ambulantes não podem ficar estacionados e comercializar produtos iguais aos vendidos nas lojas, e precisam respeitar uma distância de 100 metros do concorrente. As exceções ficam para os comerciantes de pipoca, doces, amendoim e sorvetes. A proposta é para incluir nesses produtos permitidos outras duas atividades do ramo de alimentício, que são os vendedores de churros e cachorro-quente.

A Prefeitura vem realizando fiscalização e já notificou os comerciantes. O ambulante Antônio José, proprietário de um carrinho de cachorro-quente, disse que só quer trabalhar, lembrando que todas as cidades têm um carrinho do lanche ou de churros na praça central.

“A fiscalização está exigindo que se cumpra a lei, que é antiga, e que não podemos ficar estacionados. Mas precisamos trabalhar. Toda cidade tem um carrinho de lanche, um hot dog, um churros. Nossos clientes fizeram até um abaixo-assinado para que não nos tirassem da praça. Pedimos essa alteração na lei para que possamos trabalhar dignamente”, disse "Toninho", que trabalha no local juntamente com sua mulher.

O vendedor disse também que não concorre com outros comerciantes do mesmo produto. “Somos o único que vende hot dog no Centro, não tem mais ninguém. Ano passado, eles (a fiscalização) me tiraram da praça, inclusive, me deram uma notificação e chegou uma multa no valor de R$ 1.200 em minha casa”.

Pelo menos cinco carrinhos de churros existem na praça Nossa Senhora da Conceição, Barão e calçadões no Centro da cidade. A maioria tem permissão da Prefeitura para funcionar.

“Temos toda documentação, mas seria importante essa mudança da Lei para nos proteger legalmente, de forma permanente. Temos família e precisamos trabalhar”, disse Carlos Roberto dos Santos, vendedor de churros, na praça Nossa Senhora da Conceição. “Estou aqui há 30 anos, uma tradição igual à desse Relógio do Sol (monumento histórico que fica na mesma praça)", apontou ele.

O projeto foi bastante discutido durante uma audiência pública realizada nessa quinta-feira, 30, no plenário da Câmara, uma vez que outros ambulantes que vendem produtos sazonais na praça e calçadões também pedem que sejam incluídos na Lei. também foi solicitada a redução da distância de 100 metros para 30 metros.

O vereador Donizete da Farmácia (MDB) disse que o assunto precisa ser bem discutido, para que possa atender tanto a lei quanto as reivindicações dos ambulantes. “Quando se fala de comércio ambulante, tem que circular, não pode ficar fixo. Mas vamos conversar e encontrar uma alternativa e fazer as coisas direito e as correções necessárias para tentar atender esses trabalhadores”, disse o parlamentar, que assina a proposta juntamente com Carlinho Petrópolis (PL), Daniel Bassi (PSDB), Marcelo Tidy (UB) e Zezinho Cabeleireiro (PP).

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