Dois assuntos referentes aos direitos humanos, violência, respeito e conscientização foram discutidos na sessão da Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira, 28, com o uso da Tribuna Livre por Marília Martins, do Conselho Municipal da Condição Feminina e Demanda das Mulheres da Cidade de Franca, e o ativista da comunidade LGBTQIA+ Eduardo Valentino.
Marília denunciou o descumprimento de parte da lei que implatou em Franca o programa Escuta Ativa. "É um canal para denúncias, para pedidos de socorro, onde se dá orientação e encaminhamento para as pessoas que precisam de ajuda. Inclusive, temos uma lei, onde deveríamos ter fixados esses cartazes em todos os espaços públicos para que todas as pessoas soubessem onde denunciar e procurar ajuda, mas essa Lei não está sendo cumprida."
A ex-candidata a prefeita de Franca também ressaltou a falta de acessibilidade em unidades de saúde. "Hoje uma pessoa com obesidade, com deficiências e outras comorbidades, quando vão a uma UBS, tem que juntar várias pessoas para colocá-la numa maca... Pessoas com problemas auditivos não têm interlocutores”, exemplificou Marília, que aproveitou para pedir políticas públicas também para a comunidade LGBTQIA+.
Já Eduardo Valentino aproveitou a data em que se comemora o Dia do Orgulho LGBTQIA+ para pedir apoio. Ele lembrou do trabalho recente realizado na cidade para garantir o nome social a pessoas trans.
“O ódio está polarizado. Uma coisa é o conservadorismo, outra coisa é o preconceito. Não podemos nos esconder atrás do conservadorismo e negar direitos humanos para a população LGBTQIA+. A gente precisa trazer essas pautas para o debate na Câmara”, disse.
Neste dia 28 de junho é comemorado o Dia Internacional do Orgulho Gay.
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