DESCUMPRIMENTO

Prefeitura pune Hospital da Caridade e exige devolução de R$ 200 mil

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Hospital da Caridade atendeu pacientes de covid-19 em 2020
Hospital da Caridade atendeu pacientes de covid-19 em 2020

A Prefeitura publicou no Diário Oficial desta terça-feira, 28, uma penalização ao Hospital da Caridade, do IMA (Instituto Medicina do Além). Acusado de descumprimento contratual, o hospital terá de ressarcir os cofres públicos municipais em R$ 200 mil e está impedido de firmar parceria ou contrato com órgãos e entidades municipais por até dois anos.

A penalidade também declara o hospital "inidôneo" para participar de chamamento público ou celebrar parceira ou contrato com órgãos e entidades de todas as esferas de governo, inculindo Estado e União, até que pague o valor de R$ 200 mil, corrigidos monetariamente.

A decisão 
As penalizações ao Hospital da Caridade são referentes a um episódio acontecido em 2020. Na época, o ex-prefeito Gilson de Souza (Republicanos) firmou um convênio no valor de R$ 1,2 milhão para a disponibilização de 20 leitos destinados a tratamento de pacientes com covid-19.

No entanto, o ex-prefeito fez uma nova contratação – não para os leitos, mas para o aluguel do prédio do hospital. Foram quatro meses de locação, sendo R$ 50 mil por mês. Desta forma, a Prefeitura pagou R$ 200 mil para alugar o prédio do Hospital da Caridade para instalar o próprio hospital.

São esses R$ 200 mil que a Prefeitura hoje pede o ressarcimento.

O contrato de aluguel também é alvo de ação na Justiça Federal, já que envolve verbas federais do SUS (Sistema Único de Saúde).

Defesa

De acordo com a defesa do Hospital da Caridade, a entidade vai recorrer da decisão e entrará com uma ação contra a Prefeitura de Franca. Segundo o advogado Mansur Said, o processo administrativo fere o princípio da legalidade. “No nosso entender, com devido respeito, eles atravessaram um processo administrativo de forma até ilegal”, disse.

Um dos argumentos da defesa é que o processo está sendo discutido na esfera federal, através de uma ação cível pública para o ressarcimento do valor do aluguel. Desta forma, não caberia à Prefeitura determinar as penalidades.

Outro motivo alegado pelo hospital para a ação contra a Prefeitura são "diversas irregularidades" na condução do processo administrativo, tais como não detalhar “nenhum grau de certeza ao administrado sobre os rumos que iria tomar, fato este que inviabiliza o correto exercício do direito de defesa, porque não é possível ao administrado saber do que efetivamente está se defendendo e o que será decidido”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários