A pré-candidata à presidência da República nas eleições de 2022 Sofia Manzano, do PCB (Partido Comunista Brasileiro), concedeu entrevista à rádio Difusora, nesta quinta-feira, 23. Sofia pôde expor parte de seu programa de governo, como a proposta de redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.
Sofia é de São Paulo, mas atualmente mora em Vitória da Conquista, na Bahia. Economista e professora universitária, ela contou que conhece bem o interior do Brasil, inclusive tem parentes que moram em Passos-MG. “Conheço Franca, inclusive tenho familiares que moram em Serrana e em Passos, próximo daqui”, destacou ela antes de entrar ao estúdio para a entrevista. Sofia estava acompanhada do professor universitário em Franca Tito Flávio, pré-candidato a Senador.
Durante a entrevista, a economista destacou que o Brasil precisa adotar algumas meditas imediatas, e que vai lutar para que elas sejam implantadas. “Mesmo que eu não seja eleita, nós devemos lutar para que elas aconteçam em vários setores. Por exemplo, a revogação da lei trabalhista, que precarizou de forma brutal o mercado de trabalho para os trabalhadores. Qual é a perspectiva da juventude ter um trabalho formal com horário de trabalho definido, com remuneração adequada, com uma perspectiva de aposentadoria?”
Sobre a redução da carga horária do trabalhador de 44 horas semanais para 30 horas semanais sem redução salarial, a pré-candidata acredita que a medida aumentaria o número de empregos no Brasil. “Essa medida aumentaria os postos de trabalho de forma bastante acentuada. Assim, nós teríamos muito mais gente no mercado de trabalho”.
Questionada se a medida poderia inviabilizar a industrialização, a pré-candidata argumentou que não. “Pelo contrário. Porque vamos culpar a China, por exemplo, de fazer sua estratégia de desenvolvimento enquanto nós abrimos mão de fazer a nossa estratégia. O processo de desindustrialização de modo geral no Brasil se inicia lá nos anos 90, quando a ideologia dominante do new liberalismo foi instaurada no Brasil, e todos os governos que passaram a partir daí, estão muito mais vinculados nas propostas de abertura indiscriminada da economia, como não taxar importação, medo de sofrer qualquer tipo de retaliação e não fazer uma política econômica voltada para os interesses do Brasil e sim dos grandes capitalistas que dominam, inclusive o mercado internacional”, disse.
Sofia também disse ser favorável ao subsídio para pequenas empresas. Ela usou o setor calçadista da cidade como exemplo. “Indústria calçadista de Franca sofreu um processo de concorrência, inclusive internacional, e o estado brasileiro não fez nada para impedir isso. Não é culpa dos trabalhadores, e não é explorando cada vez mais o trabalhador calçadista que a indústria de Franca vai se recuperar. Quanto mais gente trabalhando, mais riquezas vai produzir”.
“Se o Brasil produz tanta riqueza, por que o trabalhador tem que ganhar tão mal?", questionou a economista, acrescentando que taxação de grandes arrecadações também faz parte do plano do partido dentro de uma reforma tributária.
Questionada sobre quem apoiaria num provável segundo turno, caso não seja eleita, Sofia Manzano disse que o partido ainda não discutiu a questão ainda, mas depois revelou: “Nós temos a certeza absoluta que jamais, e queremos, imediatamente, que Bolsonaro seja derrotado. Esse é o nosso posicionamento no segundo turno”.
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