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Reunião com industriais calçadistas abre agenda de Tarcísio de Freitas em Franca

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Higor Goulart/GCN
Tarcísio de Freitas em encontro com empresários de couro e calçados na noite desta sexta-feira, 17, no Curtume Boi Santo
Tarcísio de Freitas em encontro com empresários de couro e calçados na noite desta sexta-feira, 17, no Curtume Boi Santo

O ex-ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro (PL) e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deu início à sua programação em Franca, na noite desta sexta-feira, 17. A primeira parada oficial foi em um encontro com empresários das indústrias calçadista e coureira, no Curtume Boi Santo, na rodovia Nestor Ferreira.

Durante o encontro, Tarcísio foi recepcionado pelos empresários e alguns apoiadores, que já tratavam o ex-ministro como "governador". Após a recepção, um economista do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) realizou uma apresentação, onde foram expostos dados que demonstram uma regressão na produção calçadista no Brasil e em Franca, na comparação com outros países.

Na apresentação, o economista também explicou fatores que prejudicaram as exportações de calçados, como política monetária intervencionista; instabilidade política; falta de políticas voltadas ao comércio de exportações; colapso da mão de obra; e alta carga tributária no Estado de São Paulo.

Ao fim das explicações do economista e de depoimentos dos industriais presentes, o pré-candidato deu início à sua fala e explicou quais políticas pretende adotar para impulsionar novamente a indústria calçadista, caso eleito. “Basicamente, são cinco alavancas que precisamos mexer: energia, tributos, crédito, infraestrutura e formação profissional. Se mexermos nelas, veremos o Estado renascer”, disse.

“Precisamos, primeiro, de uma reforma tributária. São Paulo precisa liderar esse processo, porque tem capacidade, número e autoridade para isso. Nessa reforma, São Paulo será o primeiro a perder. Mas, só em um primeiro momento. Só que depois volta para cá. Enquanto a reforma não vem, precisamos rever a política de substituições tributárias. Temos também que realizar a diminuição da alíquota. Por fim, restituição de crédito do ICMS. Se você dá um tom a menos de tributo, você tem mais atividade”, completou.

Além da questão tributária, Tarcísio também apresentou ideias como a retomada das ferrovias e incentivo do jovem ingressando no ambiente de trabalho, com incentivo financeiro do próprio governo estadual.

Junto de Tarcísio, outras personalidades políticas estiveram presentes, como o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, o ex-prefeito de Franca e pré-candidato à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Gilson de Souza, e o vereador Marcelo Tidy.

Entre os representantes industriais, estiveram o presidente do SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, Saulo Pucci, do Grupo Amazonas, entre outros.

Após quase uma hora e meia de reunião, Tarcísio saiu do local com destino a um jantar, que reuniria apoiadores e políticos do Republicanos.

Neste sábado, a programação de Tarcísio de Freitas prevê um encontro regional do partido Republicanos no Clube Castelinho, às 10h. Às 14h30, o pré-candidato participará do evento 1º Desenvolve Batatais, e à noite segue para Americana para a Festa do Peão.

Ex-prefeito Gilson
Presente no encontro, o ex-prefeito de Franca Gilson de Souza tratou como um ‘privilégio’ a vinda da comitiva do Republicanos a Franca. “Tudo vem na hora certa, com o Tarcísio e o Marcos Pereira. Nossa bancada (Republicanos) tem 45 deputados federais, para poder abraçar em Brasília todos os desafios do Estado de São Paulo (...) com a presença do nosso governador (Tarcísio) e do Marcos Pereira, que colocarão todo o carinho para ajudar o setor”, disse Gilson.

Hospital, não
A reunião desta noite tratou exclusivamente de temas voltados ao setor calçadista. O assunto polêmico do Hospital Estadual de Franca, que Tarcísio descartou a construção, caso eleito, não foi comentado em nenhum momento da reunião.

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