O Hospital da Caridade foi notificado pela Prefeitura para apresentar recurso sobre o processo que apura supostas condutas irregulares na locação do estabelecimento em 2020. À época, primeiro ano da pandemia, foi firmado um convênio entre a instituição e o município no valor de R$ 1,2 milhão para a disponibilização de 20 leitos destinados a pacientes com Covid-19.
O processo não investiga o valor do convênio, mas sim a contratação “extra” feita pelo ex-prefeito Gilson de Souza (REP), que teria causado um prejuízo no valor de R$ 200 mil, correspondente ao aluguel mensal de R$ 50 mil. Sendo assim, a Prefeitura pagou aluguel do prédio do Hospital da Caridade para instalações do próprio hospital.
Em junho de 2021, a Justiça Federal aceitou a ação civil pública contra o ex-prefeito, o então presidente do hospital, Wellington Berber, e o ex-assessor de políticas públicas da Prefeitura, Luís Carlos Vergara, em processo de improbidade administrativa referente ao pagamento de aluguéis para o Hospital da Caridade de Franca. O processo ainda não foi julgado.
Segundo publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 15, o hospital tem o prazo de cinco dias para apresentar recurso.
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