TERROR

'Meu filho quase morreu de susto, diz morador que teve a casa invadida por desconhecido

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Azísio do Amaral na garagem de sua casa, invadida por um homem que tentou furtar o carro de seu filho e acabou morrendo de parada cardíaca
Azísio do Amaral na garagem de sua casa, invadida por um homem que tentou furtar o carro de seu filho e acabou morrendo de parada cardíaca

Uma cena típica de filme, misturada com violência e desfecho trágico com uma morte, assustou os moradores da região da Vila Formosa, parte central da cidade de Franca, no último domingo, 5.

Era final da tarde quando um homem totalmente descontrolado e aparentemente drogado danificou um caminhão, que estava estacionado na rua Madre Maria Teodoro Voiron, na Vila Nicácio, invadiu uma casa no mesmo bairro, tentou furtar um carro (Fiat Bravo) e morreu após sofrer uma parada cardíaca.

Ao invadir a garagem da casa e entrar no veículo, a polícia, que já estava no encalço  homem, teve dificuldades para conter o invasor. Ele se debatia muito e chutava o interior do veículo, acabando por estourar o para-brisa. Depois de muito trabalho, a polícia finalmente conseguiu dominar o homem enfurecido. Mas o rapaz, que estava completamente nu e fora de si, sofreu uma parada cardiorrespiratória. O Samu foi chamado e o levaram para a Santa Casa. Horas depois, o homem morreu.

O morador da casa invadida, Azísio do Amaral, 51 anos, representante comercial, conta que a família ficou abalada com o ocorrido, apesar de apenas um filho dele, de 24 anos, estar na residência durante a invasão. “Eu dei uma saidinha rápida e não vi que o portão não desceu (não fechou). Depois de uns 20 minutos, meu filho me ligou dizendo que o portão estava aberto. Na hora em que eu cheguei de volta já estava cheio de polícia. O invasor já havia sido retirado de dentro do carro e estava sendo atendido depois de ter uma parada cardíaca”, lembra Amaral, que mora na rua Gonçalves Dias, Vila Nicácio.

Amaral confirmou que o rapaz havia danificado um caminhão de um morador a três quadras da sua casa. Na sequência, tentou fugir da polícia. “Certamente ele viu o portão aberto e tentou furtar o carro para fugir. Ele estava totalmente nu, com o nariz cheio de pó branco e transtornado. Depois de muito trabalho a polícia conseguiu dominá-lo. Em seguida, ele teve uma parada cardíaca. Devia estar muito drogado. Deve ter sido uma orverdose”, acredita.

O representante comercial contou que o carro pertence a seu filho de 24 anos. “Meu filho estava dormindo no sofá e acordou com a barulheira. Ao chegar na garagem, ele se deparou com a polícia tentando arrancar o homem de dentro do carro. Meu filho quase morreu de susto. Mas, graças a Deus, não aconteceu nada com ele. O homem poderia ter entrado no interior da casa e tudo poderia ter sido pior”.

Amaral é casado e tem dois filhos. Segundo ele, desde que os moradores próximos ao Centro Pop passaram a ser obrigados a conviver com a importunação dos frequentadores do equipamento social, a insegurança transformou-se em sentimento permanente. “Passa gente aqui a toda hora, desse tipo, drogados, bêbados. Muitas vezes, o interfone toca com eles pedindo as coisas. Adotamos até o habito de desligar o interfone na hora de dormir para evitar perturbação”.

A ideia de mudar do bairro já passava pela cabeça da família, mas o 'ataque' do último domingo acelerou os planos. “Isso fez a gente perder o amor pela casa e vamos nos mudar daqui. Minha mulher ficou abalada, perdeu noites de sono depois do que aconteceu no último domingo”.

Além do trauma que ficou, a família terá que arcar com um prejuízo de cerca de R$ 3 mil. No momento em que a polícia tentava retirar o indivíduo de dentro do carro, ele se debatia muito e chutava o painel do veículo, quebrando também o para-brisa. “O carro está na oficina fazendo higienização e trocando as peças quebradas. Ainda não tem um orçamento fechado, mas o conserto deverá ficar em torno de R$ 3 mil. Meu filho trabalha fora de Franca e depende do carro todos os dias”, lamenta Amaral.

A reportagem procurou o Centro Pop para obter informações sobre o invasor que acabou morrendo de parada cardíaca, especialmente se era frequentador do equipamento social, mas não houve detalhamento. Como o rapaz não carregava documentos, sua identidade não foi confirmada.

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