A partir desta quarta-feira, 1º, todos os hospitais filantrópicos, estaduais e municipais do Estado de São Paulo passam a receber o dobro do valor da tabela SUS para a realização de 54 tipos de cirurgias eletivas contempladas pelo programa Mutirão das Cirurgias, anunciado pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB).
Em Franca, mais de 13 mil pessoas aguardam por uma cirurgia há anos. A expectativa é contemplar a demanda reprimida em todo o Estado, com um investimento de R$ 350 milhões. Em entrevista exclusiva à rádio Difusora, o secretário executivo de Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro, afirmou que há uma estratégia com três frentes de atuação para zerar ou reduzir “drasticamente” a fila.
“A primeira é que todos os hospitais próprios estaduais, a partir de hoje, estão ampliando 50 mil cirurgias além da rotina para poder acelerar a velocidade da fila. A segunda é dos hospitais filantrópicos e hospitais públicos municipais – todos eles, automaticamente a partir de hoje passarão a receber duas tabelas SUS para cada uma das 54 cirurgias que estão contempladas neste programa. A terceira é contar com o apoio dos hospitais privados.”
Segundo o secretário executivo, o programa vai estimular o aproveitamento de horários da noite e fins de semana para intensificar as cirurgias, que será definida de acordo com o tempo de espera. Além disso, não vai contemplar somente os pacientes que estão na fila da Cross, que é Central de Regulação de Oferta de Vagas.
“Vamos atender a toda a demanda que existir nas filas. Temos pacientes na Cross e nos próprios hospitais, que não estão necessariamente incluídos na espera. Vamos obedecer à ordem cronológica da Cross, mas também atender os que estão nas filas dos próprios hospitais”, falou Eduardo.
Caso os hospitais de Franca ou do DRS (Departamento Regional de Saúde) não tenham capacidade de atender toda a demanda, Eduardo afirmou que é possível que os pacientes sejam transferidos para outras regiões.
“O caráter do programa é regional e inter-regional. Não há nenhum impeditivo, inclusive, é uma possibilidade usar da referência de uma regional vizinha para complementar a capacidade cirúrgica de uma região que não dispõe de recursos suficientes para enfrentar essa demanda no período que estamos dimensionando”, disse. “Precisamos também sensibilizar os hospitais privados para eles se engajem e componham a nossa rede de oferta para esses procedimentos”.
Na semana passada, a Unimed Franca, que administra o Hospital São Joaquim, informou ao GCN ter interesse em participar do mutirão, já a Hapvida, que controla o Hospital Regional, não respondeu aos questionamentos.
A deputada estadual Graciela Ambrósio (PL) divulgou nesta semana que as cirurgias na rede pública devem acontecer nos AMEs (Ambulatórios de Especialidades Médicas) de Franca e Ituverava. Estão previstos 37 mil procedimentos na região.
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