O médico ginecologista Marcelo de Paula Mian, acusado de importunação sexual por uma paciente de 40 anos, foi exonerado do cargo de diretor do DRS (Departamento Regional de Saúde) VIII, responsável por Franca e região.
O pedido de exoneração veio do próprio médico, que também já foi prefeito de São Joaquim da Barra, onde mora e onde a denúncia foi registrada. Nessa terça-feira, 31, Mian já não comandava mais o órgão.
O médico é acusado por uma paciente que passou por consulta com ele no dia 23 de maio. A mulher teria ido retirar um DIU (Dispositivo Intra-Uterino).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, durante o atendimento, teriam acontecido duas situações nas quais o médico teria sido invasivo. A primeira teria acontecido após a paciente subir na maca e sentir cãibras em sua coxa. De acordo com o relato da paciente, Mian percebeu o incômodo e massageou a parte onde ela teria sentido as dores.
Em seguida, segundo relato da mulher à polícia, o médico tentou realizar a retirada do dispositivo contraceptivo, através do método de pinçagem. Após algumas tentativas falhas, a paciente teria reclamado de novas dores. Foi quando o médico teria acariciado a parte interna da coxa da paciente.
A paciente disse ainda que, sem sucesso, o médico retirou os aparelhos e se distanciou da maca. Ela, então, teria solicitado para se levantar e o médico não autorizou vindo, na sequência, realizar um exame de toque na paciente.
Conforme o relato, ela teria sentido uma falta de descuido durante a ação do médico, que teria encostado em seu clitóris. A paciente ainda afirmou que se sentiu extremamente constrangida ao sair do consultório e que teria tido sua privacidade invadida pelo médico, além de descrever as atitudes como abusivas.
A reportagem entrou em contato com a paciente, que preferiu não comentar a situação, por não estar se sentindo bem para falar.
O médico chegou a ser procurado pela reportagem nesta terça-feira, 31, mas não atendeu as ligações nem respondeu as mensagens.
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