Após a agressão a uma mulher transexual e seu namorado na última quinta-feira, 26, na Expoagro, grupos que representam vários coletivos LGBTQIA+ em Franca estiveram na Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira, 31, para pedirem mais segurança e projetos em defesa à comunidade.
Leontter Reche, representante do Close Certo, foi o primeiro a usar a Tribuna para falar da violência sofrida pelo casal naquela noite.
“Mais uma vez vimos nessa Casa para falar da violência contra as pessoas LGBTQIA+. Estamos aqui justamente para expor as deficiências na segurança públicas, quando se trata de pessoas LGBTQIA+. Ainda estamos expostos a muita violência, de todas as maneiras. Queremos a criação de políticas públicas que garantam o nosso direito, a nossa segurança, o direito à vida, ao acesso à cidade”, disse.
O segundo a discursar na Tribuna do Plenário foi Cairo Still, do coletivo Ong Fênix. “Esse tipo de agressão como ocorreu na Expoagro só acontece ainda porque existem projetos de lei que não são aprovados nessa Casa (Câmara). Isso reflete na população, já que não temos essa representatividade na Câmara”.
Por fim, Lê Magalhães, do coletivo Afronte!, disse que a agressão na Expoagro foi apenas o "estopim" de um problema grave que as pessoas LGBT enfrentam no dia a dia. “Isso acontece todos os dias com as pessoas trans. A gente tem direito a viver nessa cidade. É urgente um posicionamento do poder público. É uma questão de sobrevivência”, destacou.
Projeto
A vereadora Lindsay Cardoso (Cidadania) protocolou novo projeto de lei para incluir no calendário oficial de eventos do município de Franca o “Dia do Respeito à Diversidade”. Segundo a vereadora, o objetivo é estimular o respeito e a tolerância a todas as pessoas, bem como o fim do preconceito e da violência verbal e física à comunidade LGBTQIA+.
No ano passado, Lindsay apresentou projeto semelhante que criava a data comemorativa no calendário oficial do município da “Semana Orgulho LGBTQIA+ em Franca”, mas foi reprovado pela Câmara. A proposta obteve apenas três votos favoráveis. Além de Lindsay, votaram a favor apenas Gilson Pelizaro (PT) e Donizete da Farmácia e (MDB).
Pelizaro foi o único que discursou sobre o assunto demostrando solidariedade à comunidade LGBT. “Vocês têm minha solidariedade, e o que vimos são exaltação da violência contra LGBTQIA+. Não cabe mais intolerância. Vocês merecem respeito”, disse o vereador, que também enumerou os vários pontos negativos que ocorreram na festa, como, além da agressão à mulher transexual, pessoas esfaqueadas, furtos e carros incendiados próximo ao Parque "Fernando Costa".
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