Recorrente é a palavra que pode ser usada para definir o caos que assola o Pronto-socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho”. Toda semana a reclamação é a mesma: a demora no atendimento somada a uma superlotação. E durante este sábado, 28, não foi diferente. Dezenas de pacientes aguardavam para serem atendidos na unidade hospitalar.
Além da espera para os atendimentos, muitos pais reclamaram da demora para a transferência à Santa Casa, que chegou a ultrapassar 24 horas em dois casos. Segundo a Prefeitura, quatro crianças estão reguladas na Cross - central que administra as vagas nos hospitais públicos -, aguardando transferência.
Esse é o caso dos gêmeos Eloá e Miguel, que estão no pronto-socorro desde a sexta-feira, 27, respirando com ajuda de respiradores e precisam ir para outro hospital.
“Meus gêmeos são prematuros e estão nos respiradores. Eles estão muito ruins. Eu estou aqui desde as 13h de ontem (sexta-feira) e nada. Elas estão na Cross já, mas está um descaso isso daqui. Meu bebê, a cada hora, fica mais ruim”, disse Edmilson de Souza Afonso, pai dos gêmeos.
Outras duas crianças que aguardavam transferência conseguiram a vaga e foram encaminhadas para a Santa Casa por volta das 18h.
A Prefeitura anunciou na última semana a ampliação da unidade, mas as obras só ficarão prontas daqui a 15 dias. A obra acontece nas salas onde funcionava o Setor de Saúde Auditiva. O espaço fica no mesmo complexo, ao lado do pronto-socorro, e ao final das adequações será incorporado às estruturas da unidade infantil.
O objetivo da obra é atender a crescente demanda de pacientes registradas pelo município através da ampliação da estrutura física da unidade. Segundo dados da pasta, uma média de 462 atendimentos são prestados diariamente no PSI.
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