MENDICÂNCIA

'Não dê dinheiro, acione os serviços da Prefeitura', diz placa em região de pedintes

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Placa em um poste no cruzamento da avenida Hélio Palermo com a rua Voluntário José Rufino
Placa em um poste no cruzamento da avenida Hélio Palermo com a rua Voluntário José Rufino

"Não dê dinheiro, acione os serviços da Prefeitura". O escrito está em uma placa localizada no cruzamento da avenida Hélio Palermo com a rua Voluntário José Rufino, na Vila Nicácio, em Franca.

A região de semáforo é frequentada por pedintes que costumam abordar os motoristas que passam pela avenida em busca de dinheiro.

Além de esmolas, alguns pedintes utilizam estacionamentos de lojas da avenida como dormitórios. Isso acontece apesar da instalação do antigo Centro Pop, renomeado como Espaço Dignidade, no bairro ao lado, na Vila Formosa. O local atende a população em situação de rua.

A administração colocou o WhatsApp (16) 99965-6571 para a população chamar o Programa Dignidade que oferece acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade em vários pontos da cidade.

De acordo com a Prefeitura, placas como estas foram instaladas em pelo menos 15 pontos da cidade. As placas foram instaladas no último ano com o objetivo de amparar os moradores em situação de rua.

Não é a primeira vez
Esta não foi a primeira vez que a Prefeitura tenta convencer a população a não doar dinheiro nas ruas. Com o slogan "Pagar também é explorar", a administração divulgou em seu site oficial uma campanha de enfrentamento ao trabalho para menores.

A Secretaria de Ação Social registrou 195 casos de exploração contra crianças e adolescentes que estavam trabalhando sem regulamentação nas ruas e semáforos da cidade em 2021.

"Não dar dinheiro a criança é correto, para que ela não tenha isso como trabalho. Ninguém tem que dar esmola para a criança, nem o cidadão, nem a Prefeitura”, diz o padre Júlio Lancelotti, em matéria publicada pelo portal GCN em fevereiro deste ano.

Coordenador da Pastoral do Povo na Arquidiocese de São Paulo, o religioso criticou a Padaria Estrela, por fixar uma placa pedindo para que os clientes não deem esmolas, e a Catedral Nossa Senhora da Conceição, por colocar grades em seu entorno para evitar que moradores de rua se instalasse no local.

Leia mais: 'Pagar também é explorar', diz Prefeitura em campanha sobre trabalho infantil

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