A moção de repúdio contra o sistema de regulação de vagas de internação na rede pública ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira, 19, em Franca, depois que um grupo de vereadores foi recebido pela direção da Santa Casa, no AME (Ambulatório Médico de Especialidades).
A moção de repúdio, apresentada pelo vereador Zezinho Cabeleireiro, englobava todo o serviço do sistema de regulação de vagas com críticas ao governador do Estado de São Paulo, DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde) e Santa Casa.
Mas a diretoria da Santa Casa resolveu receber os vereadores para explicar como funciona a regulação de vagas, apresentando dados relacionados ao sistema operacional e qual o papel da instituição no atendimento prestado aos pacientes. Estiveram no encontro Zezinho Cabeleireiro (PP), Ronaldo Carvalho (Cidadania), Gilson Pelizaro (PT), Lindsay Cardoso (Cidadania), Carlinho Petrópolis (PL), Della Motta (PODE), Lurdinha Granzotte (União), Daniel Bassi (PSDB) e Marcelo Tidy, representado por seu assessor parlamentar.
Após a reunião, os parlamentares ficaram convencidos de que a culpa da fila de espera de pessoas por leitos do SUS é da DRS e do Estado. “O que precisava acontecer, aconteceu hoje, nós queríamos entender como funciona o sistema. A Moção de Repúdio foi feita questionando o sistema, e nós descobrimos que a falha está no Estado, inclusive a Santa Casa fez um papel muito bonito de ter recebido os vereadores”, disse Zezinho Cabeleireiro, acrescentando que “são dúvidas que todo mundo tinha. Foi muito importante essa explicação e sempre vamos ter essas reuniões”.
Após a reunião, o vereador informou que irá retirar o nome da Santa Casa da moção de repúdio, mas manterá a parte que repudia o serviço oferecido pelo Estado e Cross. A moção, que foi adiada por três sessões, deve ir a votação na próxima sessão da Câmara Municipal de Franca.
Gilson Pelizaro destacou a importância do encontro. “Acho que foi muito bem esclarecido, as dificuldades que a Santa Casa tem para fazer o atendimento. São 280 leitos e estão todos ocupados, nem sempre a vaga surge imediatamente e demora um pouco mais, e isso dá uma demanda nas UPAs e no Pronto Socorro”.
Daniel Bassi ressaltou que essa aproximação entre Santa Casa e Legislativo é importante e quem ganha é a população. “E a saúde pública tem três participações, municipal, estadual e federal, todos esses entes têm responsabilidade e têm que ser cobrados”.
Lindsay Cardoso também disse que foi uma reunião esclarecedora. “A Santa Casa explicou sobre o sistema Cross, vagas, leitos e que o hospital está fechando com déficit de mais de R$ 1 milhão todo mês, ou seja, R$ 12 milhões no ano”.
Ronaldo Carvalho e Lurdinha Granzotte foram na mesma linha dos colegas dizendo da importância do diálogo e a importância do aperfeiçoamento do serviço, já que são muitas críticas de pessoas esperando por vagas de internação, resultando até em mortes.
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