A Câmara Municipal de Franca aprovou em regime de urgência projeto de lei complementar sobre a criação de vagas para 75 profissionais para a área da saúde, nesta terça-feira, 17.
Em votação unânime, os vereadores aprovaram proposta do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) para contratação de 45 técnicos de enfermagem e 30 enfermeiros.
Alexandre Ferreira disse que a demanda dos atendimentos aumentou muito nas unidades de saúde. Comparando os períodos de janeiro a abril dos anos de 2021 e 2022, a média de atendimento subiu em 30% nas unidades do Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz”, que passou de 64 mil para 83 mil atendimentos; na UPA do Aeroporto, de 31 mil para 43 mil; na UPA do Jardim Anita, de 30 mil para 39 mil.
O aumento no número de atendimentos no Pronto-Socorro Infantil “Magid Bachur Filho” foi de 128%, passando de 14 mil para 32 mil consultas.
Veto
Os vereadores derrubaram o veto do prefeito Alexandre Ferreira sobre a implantação de vagas em estacionamentos para pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA). O prefeito alegou inconstitucionalidade para vetar a lei aprovada pelos vereadores. O projeto é de autoria de Donizete da Farmácia (MDB) e Daniel Bassi (PSDB). A votação foi unânime.
Ao mesmo tempo, os vereadores aprovaram projeto de lei que prevê a realização de sessões de cinema para pessoas com autismo e suas famílias. A proposta prevê que salas de cinema são obrigadas a reservar, no mínimo, uma sessão mensal destinada a esse público. O projeto é de autoria de Donizete da Farmácia (MDB), Daniel Bassi (PSDB), Carlinho Petrópolis (PL) e Marcelo Tidy (União).
Repúdio
Os vereadores adiaram, por uma sessão, a votação de uma Moção de Repúdio do vereador Zezinho Cabeleireiro (PP) contra o sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviço de Saúde), DRS-VII (Departamento Regional de Saúde) e Santa Casa.
A Santa Casa convidou os parlamentares para uma reunião na próxima quinta-feira, 19, no AME, para prestar esclarecimentos sobre a regulação de vagas na rede pública.
A queixa da população é grande, com pessoas ficando à espera de uma vagas de internação por até quatro dias, inclusive com registro de morte de pacientes que aguardavam transferências para leitos do SUS. “Não estamos retirando a Moção de Repúdio. Vamos ouvir o que a Santa Casa tem a dizer sobre esse problema na cidade”, disse Zezinho.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.