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Com queda na temperatura, abrigo em Franca abre vagas e apela para doações

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Abrigo Provisório aumentou a capacidade de atendimento e Ação Social intensifica atividades no frio
Abrigo Provisório aumentou a capacidade de atendimento e Ação Social intensifica atividades no frio

Com o anúncio da chegada da frente fria, os serviços de acolhimento de Franca têm organizado ações especiais para pessoas em situação de vulnerabilidade. O Abrigo Provisório já registrou um movimento maior desde o último domingo, 15, e por esse motivo, aumentou a capacidade de atendimento de 48 para 60 pessoas por dia.

Essa ampliação no atendimento começou nesta semana, mas deve durar até o mês de agosto, conforme a diminuição das temperaturas na cidade. O serviço acolhe não somente moradores de rua, mas também famílias desabrigadas.

Além disso, o Acolhimento Noturno, que funciona ao lado do Centro POP, vai receber até 60 pessoas durante a madrugada com o objetivo de protegê-las do frio. Nas ruas, para a população que não queira usufruir das estruturas da Ação Social, o serviço de abordagem social vai oferecer agasalho durante o dia e a Guarda Civil fará o trabalho à noite, também acolhendo os interessados em utilizar os serviços.

Doações
Vários locais de Franca viraram ponto de coleta de roupas para doação, inclusive os serviços sociais como Centro POP, Abrigo Provisório, Casa de Passagem e o Fussol (Fundo Social de Solidariedade). Segundo a presidente do Fussol e primeira-dama, Cynthia Milhim, já foram distribuídos mais de 700 cobertores, mas ainda há demanda.

“Precisamos de um esforço da população entre hoje e amanhã (terça e quarta-feira). Cobertores, agasalhos, meias, tudo é muito bem-vindo. Estamos solicitando esse olhar para o próximo e toda a equipe está a postos para qualquer recolhimento”, falou Cynthia.

A coordenadora do Abrigo Provisório, Elisângela Oliveira, chamou a atenção para a necessidade de vestuário masculino. Segundo ela, há muitas peças femininas, mas quase nenhuma masculina, o que dificulta as doações, já que a maioria da população nas ruas é de homens.

“Até itens mais básicos como um pé de meia, cinto, cueca. Tudo isso é muito importante e ajuda muito a pessoa que está debilitada. Há oito anos trabalhando com o serviço de abordagem, três pessoas já morreram de hipotermia. Isso é muito triste e nosso objetivo é fazer com que isso não aconteça mais.”

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