LUTO

Morre idosa de 83 anos que ficou 3 dias no PS com a costela quebrada

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
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Júlia Romoaldo da Silva, de 83 anos, esperou por vaga em um hospital na rede pública no Pronto-socorro 'Álvaro Azzuz'
Júlia Romoaldo da Silva, de 83 anos, esperou por vaga em um hospital na rede pública no Pronto-socorro 'Álvaro Azzuz'

Morreu Júlia Romoaldo da Silva, de 83 anos, que esperou com a costela quebrada por três dias no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” por uma transferência para hospitais da rede pública. Além da demora por atendimento especializado, a família denuncia “imprudência” da Santa Casa.

Na última quinta-feira, 12, Júlia conseguiu uma vaga no hospital e depois recebeu alta. Já em casa, a saúde de paciente se agravou e ela morreu na noite dessa segunda-feira, 16.

Na noite da última segunda-feira, 9, por volta das 19h, a idosa passou por atendimento no PS, e aguardava por atendimento no setor de ortopedia.

Ketner Pabolá Alves disse que sua avó caiu da cama e fraturou a costela, tendo ficado com os movimentos das pernas comprometidos. Ela ficou à espera da transferência no PS, enquanto sentia muita dor. Segundo a neta, sua avó possuía arritmia cardíaca.

De acordo com Ketner, sua avó Júlia foi encaminhada para a Santa Casa de Franca na última quinta-feira, 12, por volta das 21h. Já no dia seguinte, na sexta-feira, 13, a idosa recebeu alta por volta das 6h. A neta acredita que houve “imprudência”, porque sua avó recebeu alta mesmo com muita dor.

“O problema foi a imprudência de terem liberado ela e não terem feito os exames necessários. No dia em que ela foi para a Santa Casa, eles deveriam ter feito exames, colocado no Hospital do Coração, ela estava tomando um remédio muito forte e não estava resolvendo”, narra Ketner.

Segundo a neta, o médico dizia que Júlia iria tomar o remédio e melhorar. “O coração dela estava inchado, será que não viram isso? Não a internaram, liberaram minha avó na manhã do dia seguinte, praticamente só passou a madrugada lá.”

“Ela sentiu dor a semana inteira, nossa família tentava levar ela para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas mandavam ela de volta para casa e diziam que não podiam fazer nada”, continuou a neta.

O GCN entrou em contato com a assessoria da Santa Casa de Franca às 12h05, que elabora um posicionamento sobre o caso. Até a publicação deste texto, a resposta do hospital não foi enviada, mas a matéria será atualizada assim que a Santa Casa se posicionar.

A Prefeitura de Franca foi procurada às 12h30 também para se posicionar sobre o atendimento prestado à idosa. A Prefeitura encaminhou os questionamentos da reportagem para a Secretaria de Saúde. O texto será atualizado assim que a Saúde enviar sua resposta.

A Secretaria de Saúde de Franca se posicionou quanto ao caso, informando que o último atendimento registrado da paciente na rede de emergência do município foi no dia 11 de maio. "A Secretaria de Saúde informa que não consta histórico de atendimento da paciente Júlia Romoaldo da Silva, nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAS) do município, após a alta mencionada pela família no último dia 13", disse a Saúde através de nota.

O corpo de Júlia está sendo velado na sala 4 do Velório São Vicente, desde as 10h desta terça-feira, 17, e seguirá até as 14h. Logo após o velório, o sepultamento acontece no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, no Distrito Industrial.

Texto atualizado às 16h48 desta terça-feira, 17.

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