A terceirização do serviço de limpeza nas unidades de saúde de Franca volta a ser discutida pelos vereadores na sessão desta terça-feira, 17. A votação foi adiada por uma sessão após protesto dos servidores que atuam na área e não concordam com a mudança.
Na última sessão, um grupo de funcionários que trabalham nos prontos-socorros e outras unidades de saúde pediu apoio dos parlamentares para uma discussão melhor sobre o assunto, alegando que o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) não esclareceu aos servidores o projeto encaminhando à Câmara.
Segundo representantes da categoria, os funcionários do município serão prejudicados caso seja aprovada a terceirização, com perdas de adicionais, insalubridade, adicional noturno e outros benefícios.
O adiamento aconteceu para que os servidores fossem atendidos em reunião com o prefeito, para discussão melhor da proposta. Uma reunião ocorreu na última quarta-feira, nas dependências do setor de Recursos Humanos da Prefeitura, mas sem a presença do prefeito.
“Houve essa reunião, mas o prefeito não participou. Também não acordamos nada e saímos da reunião com o seguinte pensamento: ‘Nós iremos lutar até o fim”, disse Pedro Barbosa, representante dos servidores, nesta segunda-feira, 16. “Estamos esperando pela votação e esperamos que seja o nosso favor”, concluiu Pedro.
Segundo o projeto, o prefeito irá investir R$ 3,2 milhões com a terceirização em 2022, passando para R$ 5,5 milhões em 2023.
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