Matar a fome durante a correria do dia a dia, fazer uma compra rápida de frutas ou verduras. Para isso, as pessoas encontram várias opções em Franca. Dentre essas alternativas, existem pequenas barracas que viraram minivarejões. Espalhados por toda a cidade, esses pontos comerciais movimentam a economia e geram empregos e renda. Neles, os clientes encontram de tudo, desde hortifrúti, produtos de mercearia e área de alimentação.
Muitos desses comerciantes que começaram como ambulantes estão expandindo seus negócios, conseguindo dar verdadeira aula de como empreender. Muitos começaram a vender frutas e verduras em um carrinho de mão ou fazendo de seus próprios veículos balcão para expor seus produtos.
Hoje, colhem os frutos da persistência na atividade. Nesses estabelecimentos, o consumidor pode comprar desde uma cartela de ovos como um queijo "mineiro", comer um pastel e apreciar um suco gelado.
Há seis anos no ramo, Josiel de Sousa, 58 anos, conta que quando começou estacionava seu carro em um ponto da avenida São Vicente e ficava ali o dia inteiro. A demanda foi aumentando com o passar do tempo e ele precisou utiliza as próprias caixas de verdura como balcão para expor seus produtos. Foi aí que percebeu que estava crescendo. Ele alugou um terreno na mesma calçada, construindo sua loja.
“No começo, foi bem sofrido. Eu tinha um carro velho e encostava na avenida. Tirava os produtos e depois guardava tudo para ir pra casa. Eu vendia abacaxi, morango, melancia, laranjas... frutas de época. Foi muita luta no começo e depois ainda veio a pandemia. Isso atrapalhou, mas a gente foi teimando e estamos aí, trabalhando”, lembrou.
De casa nova há três meses, o comerciante não vende mais apenas frutas de época. Agora, seus clientes encontram de tudo no estabelecimento, até cadeiras e mesas para sentar e fazer uma refeição.
“Montei a pastelaria do lado e, graças a Deus, está indo bem. Agora, os clientes têm desde frutas e verduras até um suco e um pastelzinho”, disse o comerciante, que conta com a ajuda da mulher e de dois funcionários.
Sobre enfrentar a concorrência com os grandes varejões, Josiel disse que seu maior público são aquelas pessoas que estão em movimento pela cidade, que buscam um atendimento rápido. “Nós atendemos aquelas pessoas que estão com pressa, na correria do dia a dia. Pelas comandas que a gente controla, são entre 150 a 200 pessoas que atendemos por dia. A gente também atende dentro do carro”.
Mesmo ampliando sua loja há pouco tempo, Josiel quer mais. “Eu pretendo alugar mais um espaço nesse próprio terreno e construir um varejão, mas tudo isso por etapa. Esse é meu projeto para o ano que vem. Se Deus continuar abençoando, a gente vai ver se consegue”. A feira de Josiel fica na avenida São Vicente, entre os bairros Noêmia e Espraiado.
Do outro lado da cidade, na avenida Monteiro Lobado com a Flávio Rocha, no Miramontes, Rafael Rodrigues Cintra, 31 anos, casado e pai de dois filhos, também comemora a nova fase após a pandemia.
A exemplo da maioria das outras pessoas, ele começou seu negócio de forma modesta, vendendo frutas no próprio terreno que seu estabelecimento se encontra hoje. “Na época, a fiscalização começou a pegar no pé e resolvemos construir a loja já também com espaço para a lanchonete”, disse o comerciante que está no local há 11 anos.
“Começamos com hortifrúti e decidimos montar a lanchonete por causa da perda das frutas. Com a lanchonete, a gente vende sucos e vitaminas, evitando esse desperdício. Desse modo, atendemos clientes dos dois lados, e ainda temos os salgados”, disse Rafael, que conta com sete funcionários e atende cerca de 300 clientes por dia.
Na parte central da cidade, está a feira de Ilza Silva Guimarães, 48 anos, casada e mãe de dois filhos. Ela deixou emprego para investir em seu próprio negócio. “Eu trabalhava em uma empresa, mas tinha a vontade de abrir meu próprio negócio. Analisando o mercado, resolvemos investir nesse ramo. Nós alugamos o terreno e resolvemos construir esse hortifrúti. Com o passar do tempo, fomos abrindo espaço para outros itens, como queijo, frango e um pouco de mercearia. Temos que agregar mais coisas para possibilitar mais opções para os clientes”, disse Ilza.
Ela lembra que foram dois anos difíceis por causa da pandemia, mas tem planos para ampliar o atendimento. “Nesses dois anos vivemos altos e baixos, mas estamos superando essa crise. Também trabalhamos com delivery. Temos planos para funcionamento de um espetinho aqui em breve”, disse a comerciante, que está no local há quase dois anos.
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