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Mudanças geram transtornos e PS Infantil tem manhã com sala de espera abarrotada

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Entrada do salão de espera às 10h06 desta terça-feira
Entrada do salão de espera às 10h06 desta terça-feira

Quem precisou levar o filho no Pronto-socorro Infantil "Dr. Magid Bachur Filho" na manhã desta terça-feira, 3, teve de redobrar a paciência.

O alto movimento começou desde as primeiras horas do dia e a tendência era de que continuasse assim, pelo menos, até o início da tarde. Às 9h30, cerca de 90 pessoas, entre pais ou responsáveis e crianças, aguardavam atendimento.

Não sobravam cadeiras nem espaços livres para as pessoas ficarem de pé no salão de espera. A solução encontrada por parte do público foi esperar nos bancos do lado de fora da unidade ou nas calçadas e lidar com o tempo seco. De acordo com dados do Climatempo, os termômetros registravam, às 11 horas, 28°C.

Para atender a alta demanda, cinco médicos, segundo a Prefeitura de Franca, estavam escalados nesta manhã. A partir das 11 horas, mais um profissional incorporou o quadro de atendimento, totalizando seis médicos. Ainda assim, a espera chegou a três horas em alguns casos. Parte das crianças tinha sintomas gripais.

Uma das mães que aguardavam no PS é Keila Cristina Camparini, de 40 anos. A moradora do Parque Vicente Leporace chegou às 8h30 com a filha de 9 anos. O relógio marcava 10h29 e a família continuava lá. “Uma criança com febre, com infecção de urina, dor na barriga, que não está conseguindo ficar sentada e não ter um lugar para a criança deitar é revoltante”.

“É muito descaso, não tem lugar para sentar. A minha filha está dentro do meu carro (estacionado) aqui na porta, porque ela está querendo deitar. Ela não está conseguindo ficar em pé nem sentada”, completou.

Keila não foi a única que se revoltou com o atendimento na unidade. "Foi bem desorganizado, e eles demoraram bastante, devido à mudança que estão fazendo. Ainda assim, os outros dias, independentemente da mudança, é bem demorado também", disse Valter Elías da Silva Santos, de 44 anos.

A mudança a que Valter se refere é uma série de adequações que estão sendo feitas no prédio, para ampliação da área destinada ao PS Infantil. Por esta razão, as crianças estão sendo atendidas no portão ao lado, onde funcionava o Ambulatório de Saúde Auditiva - Complexo NGA-16.

O morador do Jardim Dermínio chegou com a filha por volta de 7h30. Segundo ele, se não tivesse reclamado da demora, ainda estaria esperando atendimento. "Os que chegaram por último passaram na frente de quem chegou primeiro".

Matéria atualizada às 17h51

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