No último sábado, 23, Susana Conceição da Silva, de 42 anos, foi até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, em Franca, com dores no peito, tontura e falta de ar. A mulher, que tinha tido dengue há duas semanas, se preocupou com os sintomas e procurou a unidade de saúde. Para a sua surpresa, o atendimento foi negado.
Segundo Susana, os profissionais não a atenderam porque ela informou que possuía asma e que os problemas respiratórios eram acompanhados no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, e não na UPA. “Não era asma (o quadro naquele dia) porque eu conheço e sei quando é e quando não é. Eu falei que sempre tive asma, sempre fui lá (na UPA) e sempre me atenderam, mas dessa vez disseram que não podiam me atender”, falou.
A paciente disse que não chegaram a medir sua pressão e a orientaram a procurar o pronto-socorro, mas ela estava sozinha e sem condições para dirigir. A partir deste momento, começou uma confusão na unidade de saúde.
“O enfermeiro-chefe veio e falou que não podia me atender. Eu falei: 'moço, eu tenho um problema crônico, mas o que eu estou sentindo hoje não é da respiração’. Ele ficou insistindo e eu respondi a ele. Chamaram a médica, ela disse que não iria me atender porque eu tinha agido com falta de educação com o moço, e eu implorando para ser atendida.”
Susana afirmou que pediu para ligassem então para o Samu ou para a ambulância levá-la, porque não poderia ir de carro. “A única coisa que fizeram foi ligar para a Polícia Militar porque eu discuti com o enfermeiro. Eu não fui para brigar, fui para ser atendida", disse ela. "Eu estava com dor, e a ponto de ter um infarto”, acredita.
Com a presença dos policiais, a paciente registrou um boletim de ocorrência por omissão de socorro, declarando que não foi atendida nem encaminhada a qualquer outra unidade de saúde, além de ter sido destratada pelos funcionários.
Susana alegou que nunca teve problemas com a área de Saúde de Franca, inclusive elogiou, mas questionou o atendimento dos profissionais no sábado. “Eu, Susana, não posso reclamar. Todos os atendimentos que eu preciso, eu tenho e não vou falar que é ruim, mas não pode ser assim. E se eu realmente estivesse infartando?”.
Em resposta, a Prefeitura disse que vai investigar o caso. “A paciente Susana Conceição da Silva passou pela triagem de atendimento na Upa do Anita e entrou em desentendimento com a equipe da unidade. Uma sindicância será aberta para apuração dos fatos”, disse a nota enviada ao Portal GCN.
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