Depois das ondas de casos do coronavírus, o Pronto-Socorro “Dr. Álvaro Azzuz” volta a receber um grande público. Desta vez, com sintomas de dengue e virose.
Assim como no feriado de Tiradentes, comemorado nessa quinta-feira, 21, a unidade tinha mais de 100 pessoas aguardando atendimento às 11h20 desta sexta-feira, 22. Parte deste público esperava na calçada e, por esta razão, ainda tinha lugares disponíveis no salão principal.
De acordo com o quadro de atendimento presente na recepção, dez médicos estavam escalados. Ainda assim, a quantidade de profissionais não foi suficiente para reduzir o tempo de espera que chegava a duas e até três horas em alguns casos.
PS Infantil
O Pronto-Socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho” recebia por volta de 70 pessoas, entre pais ou responsáveis e as crianças, às 10h50. Grande parte do público decidiu esperar sentado nos bancos no lado de fora da unidade.
Ana Paula, de 33 anos, retornou com o filho ao PS Infantil nesta sexta-feira, após aguardar durante horas no dia anterior. “Fizeram nossa triagem, mas não fizeram a ficha. Aí fomos atendidos depois de quase cinco horas. Hoje está mais tranquilo”.
A moradora do Jardim Paulo Archetti, na zona Oeste, estava por mais de uma hora o atendimento, mas entende que não é culpa da equipe de saúde da unidade. “Aqui está sobrecarregando demais. Médico que às vezes nem almoça. Médico às vezes dobra até o plantão”.
“Acho que o prefeito deveria ver ao lado dessas UPAs ou nos bairros, colocar, pelo menos, um Pronto-Socorro Infantil”, finalizou.
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