Pacientes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Aeroporto passaram por uma situação complicada nesta terça-feira, 19, tendo que esperar por cerca de sete horas para serem atendidos. De acordo com a Prefeitura, de cinco médicos da escala diária da unidade de saúde, apenas dois compareceram ao posto de trabalho, enquanto os outros três apresentaram atestado.
A situação na UPA do Aeroporto era precária. O local estava lotado, com todas as cadeiras de espera ocupadas, sendo necessário que alguns pacientes sentassem no chão. A longa espera fez com que alguns pacientes até mesmo deitassem no piso e outros esperassem do lado de fora no sol.
Há quase sete horas na fila, Poliane de Oliveira, de 35 anos, esperava sentada no chão da sala de espera da UPA. Tudo isso enquanto não se sentia bem e precisava de atendimento médico. “Eles não atendem, uma hora tem médico lá dentro, e outra hora não tem. Os que estão aqui não atendem direito. Algumas pessoas estão aqui desde as 7h, eu cheguei às 8h30 e agora às 15h que começamos a ser chamados para o atendimento médico. Eles contam para a gente que está demorando por uma falta de médicos”.
Algumas pessoas que esperaram horas para receber atendimento acham que tudo não passou de um tempo perdido. Esse é o caso de Eide Nascimento, de 21 anos, que acabava de sair de um retorno na UPA. “A situação aqui está triste, está muito lotado. Ontem vim aqui e o médico me pediu um retorno hoje. Agora fui atendida e me falaram que não tinha nem mesmo necessidade de vir aqui de novo e que eu deveria ir para uma UBS. Estou aqui desde as 8h, e sai às 15h. Deixei de fazer algo que eu precisava hoje para vir aqui, mas no final esperei aqui para nada”.
Outros pacientes alegam que o problema não aconteceu apenas nesta terça-feira. De acordo com a faxineira Luana Cristina da Silva, 39, nesta segunda-feira, 18, o problema era o mesmo. “Estou aqui desde as 9h da manhã, é apenas para pegar um exame. Cheguei aqui ontem às 10h da manhã e fui embora por volta das 16h. Ontem teve o mesmo problema, estão chamando agora às 15h pessoas que chegaram às 8h. Estou sem comer até agora. Estou com muita dor nas costas, falta de ar e dor no meu olho”, contou Luana.
A Prefeitura de Franca se posicionou sobre a demora dos atendimentos na UPA, e explicou que tudo aconteceu devido um menor número de médicos prestando atendimento no local. “A escala diária foi composta por cinco médicos, sendo que três apresentaram atestado e não compareceram ao posto de trabalho. A Secretaria de Saúde readequou as equipes e, neste momento, três médicos estão atendendo e escala de revezamento”, informou a Prefeitura através de nota.
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