A Polícia Civil, por meio do Deic (Divisão Especial de Investigações Criminais) de São Paulo, realizou no início da tarde desta quinta-feira, 7, uma mega-apreensão de calçados falsificados da marca 'Caterpillar' que eram produzidos e armazenados em uma fábrica da rua Pernambuco, na Vila Aparecida.
Segundo o delegado Wagner Carrasco, a empresa detentora dos direitos da Caterpillar notificou a Polícia Civil sobre a situação da fábrica em Franca que produzia, armazenava e vendia os produtos falsos.
“Em virtude disso, realizamos o trabalho a fim de apreender os produtos falsificados, bem como instaurar o inquérito para apuração de crime de propriedade industrial contra o responsável da empresa. É um crime de ação penal privada que depende de uma ratificação por parte da marca para que o individuo seja processado ou não”, disse o delegado responsável pela operação.
Ainda de acordo com Carrasco, os produtos apreendidos passaram de duas toneladas e serão armazenados para a apuração pela marca.
“O prejuízo é muito grande. Se nós estimarmos que cada produto desse é vendido a um preço superior a R$ 600, nós temos um prejuízo muito grande. Tudo o que foi apreendido será depositado, e aguardamos a tutela judicial para saber a destinação do produto”, continuou o delegado.
Os advogados da empresa compareceram e acompanharam a apreensão. Segundo um dos representantes, que não quis se identificar, o material apreendido no interior da fábrica passa do valor de R$ 2 milhões.
A Polícia Civil usou um caminhão para retirar os produtos que já estavam prontos para serem comercializados.
Apesar da ação policial, a fábrica pode continuar funcionando, já que ela não estava produzindo os materiais falsificados no momento da chegada dos policiais.
De acordo com o advogado da fábrica, Rafael Spirlandeli, a entrada na empresa pelos policiais se deu sem mandado de busca e apreensão e "poucos pares de botas foram apreendidos".
Botas vendidas como originais
O delegado Wagner Carrasco informou ainda que os produtos fabricados em Franca eram vendidos na região metropolitana de São Paulo, principalmente no bairro do Brás. Os produtos eram vendidos para os lojistas como se fossem originais.
Na semana passada, houve uma apreensão em uma dessas lojas na capital e com isso foi possível identificar a fábrica de Franca.
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