Franca já confirmou duas mortes por dengue neste ano e investiga uma terceira. A suspeita é de uma mulher de 37 anos, moradora do Jardim Guanabara, que possuía comorbidades e que teve a coleta do material enviado para o Instituto Adolfo Lutz. A Prefeitura aguarda o resultado dos exames.
Enquanto isso, o número de casos confirmados continua disparando na cidade – desde o início do ano, aproximadamente 1.600 pessoas já foram diagnosticadas com dengue. O médico da Vigilância Epidemiológica Homero Rosa classificou a situação atual como um surto.
“É um surto dentro de uma situação endêmica. Endemia é quando aquela pandemia se perpetua e com momentos de maior ou menor número de casos. Nós temos há mais de 16 anos uma situação endêmica de dengue em Franca, ou seja, todos os anos existem casos. Alguns anos com pequenos números e outros com grandes números de casos, como é o que está acontecendo.”
Homero destaca que o grande diferencial neste ano são os sintomas, que estão mais fortes que o comum e alterações importantes para parte dos pacientes, como queda das plaquetas, glóbulos brancos – que atuam no sistema imunológico do organismo – e oscilações na pressão arterial.
O médico afirmou que é importante que o paciente se atente aos sintomas, principalmente depois que a febre acaba, pois é o momento em que aumentam os riscos de complicações pela doença. Isso ocorre entre o terceiro ou quarto dia a partir do início dos sintomas. Além disso, a hidratação é essencial durante todo o período.
“A maior dica é: toda pessoa que está com dengue apresenta algum grau de desidratação. Quanto mais forte a dengue, mais desidratada ela está, então é necessário que receba uma hidratação generosa, muito mais abundante, para compensar a doença e não afetar principalmente a parte circulatória, da pressão arterial.”
Se houver sangramento, vômitos intensos, dificuldade respiratória, dores fortes na barriga e alteração na pressão, é necessário que o paciente procure rapidamente um atendimento médico. É recomendado evitar exercícios físicos durante a doença.
Ações de combate ao mosquito
A Vigilância Sanitária segue com as ações de destruição de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Diariamente, um grupo de cerca de 25 agentes percorre as regiões da cidade para fazer o trabalho de combate e orientação à população.
Nesta quarta-feira, 6, um desses grupos esteve no "prédio do esqueleto". Os agentes inspecionaram todos os andares, fizeram aplicação de larvicida na água e desobstruíram tubulações para o escoamento da água parada. O prédio é alvo de reclamações por ter muitos focos do mosquito.
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