DITADURA

Eduardo Bolsonaro se recusa a comentar ataque a Míriam Leitão

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Kaique Castro/GCN
Marcelo Queiroga e Eduardo Bolsonaro, com diretores e funcionários do Grupo Santa Casa
Marcelo Queiroga e Eduardo Bolsonaro, com diretores e funcionários do Grupo Santa Casa

Em visita surpresa a Franca, onde passou pelas unidades do Grupo Santa Casa, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se negou a responder sobre postagem que fez no Twitter na manhã desta segunda-feira, 4, onde ironizou a tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, durante a ditadura militar.

O parlamentar compartilhou uma imagem da última coluna dela no jornal e escreveu: "Ainda com pena da [emoji de cobra]".

Eduardo se negou a responder ao questionamento da reportagem do GCN. No momento da pergunta, o deputado estadual Gil Diniz (PL) colocou a mão na câmera impedindo a filmagem. Em seguida, um assessor do parlamentar também impediu a gravação.

Políticos de diferentes partidos cobraram punição e reagiram à postagem do deputado federal.

Míriam foi presa e torturada enquanto estava grávida por agentes do governo durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Em uma das sessões de tortura, ela foi deixada nua numa sala escura com uma cobra.

Visita a Franca
Junto do filho do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou as instalações do Grupo Santa Casa.

Segundo apurado pela reportagem, ambos vieram até a cidade sem aviso prévio e, coincidentemente, no mesmo dia da visita do governador Rodrigo Garcia (PSDB) à cidade.

Segundo a Santa Casa, a visita foi para apresentar demandas e o funcionamento do hospital para o ministro.

A comitiva com Eduardo Bolsonaro e Queiroga passou pelo Hospital do Câncer e pela Santa Casa.

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