A novela envolvendo um grupo de vereadores e o presidente da Câmara Municipal de Restinga ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira, 1º. O presidente do Legislativo da cidade, a 10 km de Franca, que estava afastado, Julimar da Silva Rodrigues, espera que seja o último do imbróglio que já dura um ano.
O juiz da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Franca, Alexandre Semedo de Oliveira, despachou sentença nesta sexta-feira determinando novamente a recondução do vereador à presidência da Câmara de Restinga.
Julimar recorreu à Justiça após ter sido destituído do cargo por um grupo de vereadores de oposição. Na sentença favorável ao vereador, o juiz diz: “Julgo procedente o presente mandado de segurança e concedo a ordem pleiteada para declarar nulo o ato de destituição (ou afastamento)”.
Esta é a segunda fez que a Justiça determina a recondução de Julimar ao cargo depois de Julimar ter sido "retirado" da presidência da Câmara pelo mesmo grupo também por duas oportunidades. A outra vez foi em outubro de 2021.
Tudo começou quando todos os outros membros da Mesa Diretora da Câmara renunciaram. A partir disso, o grupo opositor insiste em uma renúncia coletiva. Por sua vez, Julimar sustenta que não renunciou e que seria necessário apenas realizar nova eleição para recompor a Mesa.
“O juiz intimou todos os vereadores envolvidos para que eles apresentassem o porquê da minha destituição. Nesta sexta-feira ele deu o despacho da sentença dizendo que não houve nenhuma irregularidade na minha gestão. Não há nada de fraude em licitação também como foi falado. Isso prova que é uma questão pessoal de cada vereador. Tudo que fiz no cargo tem o parecer jurídico da Câmara e vamos tentar seguir com nosso trabalho em paz”, disse Julimar nesta sexta-feira.
O vereador reassume o cargo na próxima segunda-feira, 4, e disse que vai abrir um processo de auditoria na Câmara Municipal de Restinga.
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