SUPERAÇÃO

Michael e Rodrigo: histórias de superação dentro da Central de Doações do HC

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Santa Casa de Franca
Rodrigo Caprício e Michael de Souza, em frente ao Hospital do Câncer
Rodrigo Caprício e Michael de Souza, em frente ao Hospital do Câncer

Muitos são os francanos que doam um pequeno valor ao Hospital do Câncer de Franca. Mas poucos são os que conhecem aqueles que trabalham por trás de todo esse processo, na Central de Doações. Dois desses atendentes são pessoas que superaram pesados obstáculos que a vida poderia proporcionar.

Michael de Souza Carneiro, de 29 anos, sofreu aos 19 algo que mudou para sempre sua vida – um acidente de moto que, devido aos ferimentos, o fez amputar o braço esquerdo. Apaixonado desde a adolescência por esportes, o rapaz aguardou o período de recuperação para praticar o que tanto ama.

Seis anos após o acidente, ele conheceu o esporte paralímpico de Franca e ingressou na Equipe ACD (Atletas com Deficiência) da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura de Franca). Por lá, passou a competir no arremesso de peso, lançamento de disco e dardo. “Desde esse primeiro contato com a Equipe ACD minha alegria foi muito grande por saber que existia em Franca um espaço para atletas paralímpicos se desenvolverem – e desde então me empenhei ao máximo nos treinamentos, participando de diversas competições e sempre angariando medalhas”, explicou Michael.

Desde então, o francano tem dado seu máximo nas competições e o retorno tem vindo. Pela categoria F46, Michael conquistou o 1º lugar no lançamento de dardo e a 2ª colocação no arremesso de peso.

Pouco mais velho que Michael, Rodrigo Moreira Caprício, de 38 anos, foi vítima de uma agressão com arma branca, que o deixou paraplégico após uma lesão medular. A trágica experiência não foi suficiente para inibir o rapaz de tentar novas coisas para sua vida e, em 2008, iniciou no Basquete Cadeirante, da Unifran.

“Essa foi a primeira vez que tive contato com vários atletas com deficiência, vindo a conhecer mais sobre o esporte cadeirante, o que foi muito importante, por me sentir parte de uma rede onde eu tinha meu lugar de ação”, conta.

Após várias competições, em 2013, sua equipe conseguiu adquirir uma carreira de iniciação esportiva e Rodrigo pôde realizar seu sonho que era correr. Logo de cara, conquistou uma medalha de ouro. No fim de 2014, sua equipe comprou uma cadeira profissional - direto dos Estados Unidos. Hoje, Rodrigo faz parte da Equipe Francana de Atletismo Adaptado e é o terceiro colocado no ranking nacional na prova de 100 metros.

Além do esporte, Rodrigo e Michael também se unem diariamente em prol do Hospital do Câncer, na Central de Doações. “A Central de Doações do Hospital do Câncer desenvolve um trabalho muito digno, pois cada profissional que aqui atua, busca angariar doações junto à sociedade, para que sejam convertidas em recursos como equipamentos para diagnóstico e tratamento, ou melhorias nas dependências do próprio hospital, trazendo mais conforto e acolhimento para os pacientes”, disse Rodrigo.

“Estou na Central de Doações do Hospital do Câncer de Franca desde 2018, e o que me motiva é poder contribuir através do meu trabalho, fazendo a diferença para melhorar as vidas de nossos pacientes. Para as pessoas com deficiência digo que nunca desistam dos seus sonhos, pois somos todos capazes de realizar o que quisermos. Basta alimentarmos nossas vidas com foco e dedicação”, finalizou Michael.

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