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Juiz nega pedido de liberdade e afirma que Samir simulou suicídio na cadeia

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Samir Panice Moussa, 48, matou Adriano Willian de Oliveira, 52
Samir Panice Moussa, 48, matou Adriano Willian de Oliveira, 52

O juiz José Rodrigues Arimatéa responsável pela Vara do Júri negou na manhã desta quarta-feira, 30, o pedido da liberdade do dentista Samir Moussa, 48. Em sua decisão, o magistrado afirma que Moussa simulou uma tentativa de suicídio na semana passada, dentro da Penitenciária de Franca.

De acordo com o Arimatéa, a tentativa de suicídio foi descoberta após os exames estomacais feitos pelo dentista nas unidades de saúde de Franca.

“Tanto é assim que simulou tentativa de suicídio, mediante suposta ingestão de medicamentos, o que não ocorreu, mas provocou ação estatal para socorrê-lo, efetuar lavagem estomacal, para, ao final, concluir que tudo foi simulação”, afirma o juiz em sua decisão.

Para Arimatéa, se solto, Samir pode simular ou modificar as provas do inquérito. “A simulação guarda semelhança com a conduta pela qual foi indiciado”.

Além de indeferir os pedidos de liberdade provisória e que o julgamento tramite em segredo de Justiça, Arimatéa aceitou a denúncia do Ministério Púbico e, agora, o dentista é réu por homicídio qualificado.

Tentativa foi registrada pela Polícia Civil
A forjada, segundo o juiz, tentativa do suicídio de Samir foi registrada em um boletim de ocorrência na madrugada da quinta-feira, 24.

Nele, a informação é que o dentista havia ingerido cerca de 70 comprimidos de remédio controlado.

Por volta das 3 horas da madrugada, Samir precisou ser atendido por agentes penitenciários, após supostamente ingerir as medicações. Para os agentes, Moussa disse que os remédios eram dele e que a intenção era se matar.

O dentista foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, e depois para o Pronto-socorro "Álvaro Azzuz", onde ficou em observação, retornando à Penitenciária ainda na quinta-feira.

No dia da suposta tentativa, a reportagem entrou em contato com a defesa do dentista. Esta confirmou que ele passou por atendimento médico em Franca, mas disse desconhecer que ele tenha tentado suicídio.

Entenda o caso
O homicídio praticado pelo dentista ocorreu na avenida Major Nicácio, Centro da cidade, entre o bar Vila Madalena, onde até pouco tempo funcionava o Bar da Careta, e a igreja Nossa Senhora das Graças.

Samir Panice Moussa, 48 anos, matou o auditor da Receita Federal de Franca Adriano Willian de Oliveira, 52, na noite de 12 de março.

Ele foi preso horas depois do crime pela polícia com a ajuda de imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime.

De posse das imagens, os policiais se dirigiram até a residência do autor dos disparos no bairro Santa Rita. Ele não estava num primeiro momento. Os policiais aguardaram um pouco, e logo Samir chegou em casa. Foi então abordado, e confessou o crime.

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