O Ministério Público Estadual denunciou por homicídio qualificado nesta segunda-feira, 28, o dentista Samir Panice Moussa, 48, que matou o auditor fiscal federal Adriano Willian de Oliveira, 52. O crime aconteceu no dia 12 de março na avenida Major Nicácio.
O promotor Odilon Nery Comodaro denunciou o dentista no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal, que é homicídio qualificado "por meio à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa".
Se condenado, o dentista pode receber pena de 12 a 30 anos de prisão. Nos autos do processo, Comodaro se manifesta contra o pedido da defesa de Samir para uma medida de liberdade provisória.
“Se estiver em liberdade ou mesmo em prisão domiciliar, poderá ser levado a praticar outros atos que gerem prejuízo à instrução processual e à aplicação da lei penal, inclusive procurando fugir do distrito da culpa. Diante disto, manifesto-me pela manutenção da custódia do denunciado, com o indeferimento o pedido de liberdade provisória”, escreve o promotor, em sua manifestação.
Comodaro também pede para que o proprietário da arma utilizada no crime, que já foi identificado pela Polícia Civil, seja ouvido em Franca.
Entenda o caso
O homicídio praticado pelo dentista ocorreu na avenida Major Nicácio, Centro da cidade, entre o bar Vila Madalena, onde até pouco tempo funcionava o Bar da Careta, e a igreja Nossa Senhora das Graças.
Samir Panice Moussa, 48 anos, matou o auditor da Receita Federal de Franca Adriano Willian de Oliveira, 52, na noite de 12 de março.
Ele foi preso horas depois do crime pela polícia, com a ajuda de imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime.
De posse das imagens, os policiais se dirigiram até a residência do autor dos disparos, no bairro Santa Rita. Ele não estava num primeiro momento. Os policiais aguardaram um pouco, e logo Samir chegou em casa. Foi então abordado, e confessou o assassinato.
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