O Banco Central vai mudar a forma de pagamento do dinheiro esquecido nos bancos, que está sendo liberado por meio do Sistema Valores a Receber. A partir de segunda-feira, 28, quem ainda não fez a retirada terá novos prazos e novo calendário para sacar.
O pagamento irá de 28 de março a 16 de abril. A liberação continuará a ser feita conforme a data de aniversário do cidadão ou da data de abertura da empresa, mas, a partir de agora, haverá um dia inteiro para ter acesso ao dinheiro. Antes, era apenas um horário específico em dia agendado pelo Banco Central. Veja o novo calendário dos valores a receber:
- Dia de nascimento até 1947 - 28 de março;
- 1948 a 1954 - 29 de março;
- 1955 a 1959 - 30 de março;
- 1960 a 1963 - 31 de março;
- 1964 a 1967 - 1º de abril;
- 1968 a 1971 - 4 de abril;
- 1972 a 1975 - 5 de abril;
- 1976 a 1979 - 6 de abril;
- 1980 a 1981 - 7 de abril;
- 1982 a 1983 - 8 de abril;
- 1984 a 1985 - 11 de abril;
- 1986 a 1988 - 12 de abril;
- 1989 a 1992 - 13 de abril;
- 1993 a 1997 - 14 de abril;
- 1988 em diante - 15 de abril.
Nos sábados do mês de abril, 2, 9 e 16, o cidadão poderá fazer a repescagem, caso não tenha retirado os valores na data previsto para o seu ano ou ano de abertura de sua empresa.
Segundo o Banco Central, após a conclusão desse novo ciclo de agendamentos, a partir do dia 17 de abril, haverá nova reformulação do sistema. O período de mudanças vai durar até o início de maio. A partir do dia 2, haverá a abertura de novas consultas.
Dentre as mudanças que passarão a valer em maio, estão o fim do agendamento de transferência do dinheiro. "O cidadão poderá pedir o resgate dos recursos no momento da primeira consulta", diz a autoridade monetária.
Nesta nova fase, é possível que quem já resgatou dinheiro anteriormente possa ter acesso a valores esquecidos em bancos por outros motivos. "Mesmo quem já resgatou seus recursos e quem não tinha valores a receber na primeira etapa deve consultar novamente o sistema, pois os dados serão atualizados e pode haver recurso novo", informa o banco.
O que será liberado na segunda fase: Valores de contas-correntes ou de poupanças encerradas, com saldo disponível; Tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em termo de compromisso assinado pelo banco com o BC; Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; Recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.
Quase 3 milhões fizeram o saque dos valores
Segundo balanço do Banco Central, até a última quinta-feira, 24, 2,9 milhões de pessoas físicas e jurídicas solicitaram o resgate dos valores a receber, totalizando R$ 245, 8 milhões.
Entre as pessoas físicas que pediram a devolução, 2,5 milhões solicitaram transferência por meio do Pix, totalizando R$ 205 milhões, enquanto 328.947 preferiram receber o dinheiro de outra forma e fizeram contato instituições financeiras, somando R$ 34, 3 milhões.
Entre as pessoas jurídicas, 5.113 solicitaram a devolução dos valores por meio de Pix. Eles resgataram R$ 5 milhões. Houve 1.059 representantes de empresas que preferiram outra forma de pagamento e fizeram contato com as instituições bancárias para receber R$ 1,3 milhões.
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