Após o vídeo de duas mulheres ameaçando uma aluna na E. E. "Adelina Pasquino Cassis", no Jardim do Éden, em Franca, viralizar em grupos de WhatsApp, uma delas decidiu dar a versão do que teria acontecido na unidade na noite desta quinta-feira, 24.
A diarista Rejane Galvão afirmou que foi até a escola, após a sua filha de 17 anos ser ameaçada por outra aluna. “Ela já não queria ir à escola, porque a menina ia formar um grupinho para bater nela. Eu disse pra ela ir mesmo assim e que estava tudo tranquilo. Quando deu umas 20h minha filha me ligou e falou: ‘mãe vem me buscar que a menina está com uma faca na escola e disse que faria uma cirurgia em mim’. Eu peguei e fui lá”.
Rejane afirma que rapidamente foi até a escola, mas que nenhum funcionário se encontrava na secretaria, um aluno abriu o portão da unidade e ela entrou.
“Eu disse que estava levando um remédio para minha filha, e ele abriu o portão. Eu me descontrolei, surtei e tudo. Ameacei, mas fiz nada com ela (aluna). Ela vive ameaçando minha filha na escola. Foi isso o que aconteceu. Minha irmã foi comigo, mas não tinha nada a ver com a história”, continuou.
A reportagem apurou que a pessoa que permitiu a entrada é uma funcionária do estabelecimento.
A diarista afirma que a adolescente que ameaçou a sua filha estava com a faca em sala de aula e que não estaria arrependida das ameaças feitas.
“A menina estava com a faca. Quando eu fui embora, ela dispensou a faca no banheiro. Eu não me arrependo de ameaçar ela. E se ela tivesse esfaqueado minha filha? E se hoje eu estivesse no velório da minha filha? Como que eu estaria hoje? As pessoas estão me julgando, mas acho que fariam o mesmo. Sou mãe como outras”, completou Rejane.
Caso de polícia
Segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a Polícia Militar foi acionada e informou que repudia qualquer forma de agressão e de incitação à violência dentro ou fora das escolas.
“Assim que a movimentação foi notada, a direção da unidade acionou a Polícia Militar. Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado”, afirmou a pasta.
Ainda segundo a Secretaria, agora as alunas estão acompanhando as aulas remotamente pelo Centro de Mídias SP (CMSP) para preservar a sua segurança.
“O caso foi inserido na Plataforma Conviva SP - Placon, sistema utilizado para acompanhamento de registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino. A escola coloca à disposição dos estudantes e profissionais a assistência do Programa Psicólogos na Educação, se autorizado por seus responsáveis no caso dos menores”, finalizou a pasta.
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