RESTINGA

Prefeitura é condenada em caso de professora que colocava saco na cabeça de crianças

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Câmeras da creche flagraram a ação da professora: no canto superior esquerdo, é possível ver a mulher com o saco de lixo
Câmeras da creche flagraram a ação da professora: no canto superior esquerdo, é possível ver a mulher com o saco de lixo

A Prefeitura de Restinga foi condenada pela Justiça, na semana passada, a pagar cerca de R$ 150 mil de danos morais a três crianças que foram colocadas dentro de um saco de lixo, em novembro de 2017.

O crime aconteceu na creche escola “Célia Teixeira Ferracioli” e foi gravado por câmeras de segurança da escola. Nas imagens, é possível ver uma funcionária colocando o saco de lixo em uma criança de apenas 4 anos e puxando-a para si.

Em outras imagens, a professora acusada e responsável pela sala aparece fazendo a mesma coisa com um menino que estava deitado, chegando a colocá-lo dentro do saco. Uma das funcionárias ainda usa uma raquete como forma de intimidar as crianças.

De acordo com o advogado das famílias das três crianças, Fernando Goulart, a Justiça entendeu que houve coação e tortura vindas da professora, que era servidora municipal.

“O juiz chegou à conclusão que a postura da professora foi irregular, foi errada. Essa é a parte cível do processo, já que o criminal corre em segredo de Justiça. Os pais e as crianças serão indenizados e, com as atualizações, a condenação se aproxima de R$ 150 mil”.

Ainda segundo o advogado, depois dos casos de torturas, as crianças e os pais ficaram traumatizados e sofrem com problemas psicológicos.

“As crianças foram acompanhadas por psicólogos. Os laudos do processo mostram as sequelas que elas ficaram. Até pouco tempo atrás, as crianças ainda eram tratadas como ‘as crianças do saco’. Uma delas não aceita ser abraçada, tem fobia de lavar a cabeça e se vê sacos plásticos pretos, ela fica muito amedrontada. Alguns dos pais também ficaram com esse trauma. Um dos país entrou em depressão”, contou o advogado.

Na época do crime, as crianças tinham entre 4 e 5 anos. Os próprios pais procuraram a Polícia Civil e registraram um boletim de ocorrência de maus-tratos e tortura.

O inquérito da Polícia foi finalizado e a parte criminal do processo segue em segredo de Justiça. A professora envolvida foi indiciada pelos crimes e demitida da Prefeitura de Restinga.

O município tem um prazo de 30 dias para recorrer da decisão.

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