O conflito entre o Sindserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região) e a Prefeitura de Franca parecia ter um capítulo final quando o acordo de reajuste salarial foi fechado. Não para o presidente do sindicato, Fernando Nascimento, e o prefeito Alexandre Ferreira (MDB).
A nova queda de braço começou após acusações de Nascimento contra a administração municipal. Em vídeo publicado em suas redes sociais na noite dessa quinta-feira, 17, o sindicalista acusou a Prefeitura de incluir um artigo que não teria sido discutido nas reuniões entre o sindicato e representantes da administração municipal convocadas para discussão do reajuste salarial da categoria
O artigo citado garante o pagamento do piso nacional do magistério aos servidores da educação municipal.
“Pedi para excluir um artigo, e o prefeito incluiu um artigo da lei do piso do magistério erradamente, que não foi discutido e não estava em pauta (...) a Prefeitura sempre fala: ‘a lei a gente cumpre’. Cumpre o caramba. Não foi cumprida”, disse o sindicalista.
As acusações de Nascimento não se limitaram à Prefeitura. Nem mesmo a Câmara Municipal e os vereadores escaparam das acusações do líder do sindicato. “Nós temos que protestar contra os vereadores por não ter discutido com a gente. O Jurídico não deu parecer, a comissão jurídica não deu parecer. O prefeito está dando um balão.”.
Não satisfeito com as acusações feitas contra o Executivo e o Legislativo municipal, o sindicalista convocou os servidores para se manifestarem nas redes sociais. “Vamos protestar nas redes sociais e nos grupos”
Alexandre Ferreira
O prefeito Alexandre Ferreira não ficou calado. Depois da versão de Nascimento, o líder do Executivo se defendeu das acusações feitas pelo sindicalista. “Isso se faz necessário porque a lei previa e tínhamos que pôr em uma lei municipal para fazer isso. Repito, essa é uma iniciativa nossa”.
Alexandre assegurou que os servidores receberão a diferença salarial referente ao primeiro bimestre deste ano. “Será pago aos servidores da educação que se enquadram nos critérios do Ministério da Educação uma folha de pagamento de março de 2022, contendo a diferença correspondente de janeiro e fevereiro de 2022. Além de pagar daqui para frente”.
O prefeito de Franca afirmou que entregou o projeto em regime de urgência na Câmara, mas fez ressalvas. “Mandamos o projeto sim, em regime de urgência, para que os servidores pudessem receber os seus reajustes já agora no próximo pagamento, no dia 5 (de abril)”.
O chefe do Executivo também aproveitou para alfinetar a postura do sindicalista. “Até entendo. Criar confusão sem buscar solução dá trabalho e, portando, você deixa de fazer aquilo que precisa ser feito (...) confusão, fofoca e fazer onda, definitivamente não é comigo”.
Procurado
Representando uma categoria de mais de 4,5 mil trabalhadores em Franca, o líder dos servidores foi procurado pela reportagem para detalhar sua posição. Foram feitas diversas ligações para o celular do sindicalista e enviadas várias mensagens. Nascimento não se posicionou até a publicação deste texto.
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