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Apagadas, tortas e envelhecidas: placas de trânsito ficam sem serventia em Franca

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Placa na Avenida Adhemar de Barros indica sentido contrário de bairros.
Placa na Avenida Adhemar de Barros indica sentido contrário de bairros.

Franca tem um dos trânsitos mais perigosos do estado de São Paulo. A responsabilidade principal cai sob o motorista francano, que é líder em desrespeito aos limites de velocidade, mas as condições das vias e a sinalização também influenciam.

Além de contribuir para um trânsito arriscado, as placas podem confundir o condutor e o pedestre. Isso porque as chamadas Placas de Orientação de Destino, usadas com o objetivo de identificar vias, locais de interesse e orientar quanto aos percursos, destinos, distâncias e serviços estão, se não sem serventia, contraditórias.

Andar sem GPS pela cidade pode se tornar um problema e uma placa na rotatória da Avenida Adhemar Pereira de Barros ilustra a situação. Por conta das chuvas e ventania, a placa “deu um giro de 180°” e agora indica que a cidade de Ibiraci (MG) fica na direção oposta ao que realmente está localizada.

A menos de 50 metros do local, a mesma situação. Uma placa de orientação foi alterada pelo vento e o motorista, seja por qual via estiver, sequer consegue enxergar o que está escrito. O Jardim Palestina, por exemplo, é indicado à esquerda de onde realmente está a entrada do bairro.

Na Avenida Moacir Vieira Coelho, em frente ao supermercado Tonin, há outra placa de orientação que, literalmente, não indica lugar algum. Já apagadas pelo tempo, não é possível enxergar as letras, tampouco a mensagem.

Na Miguel Sábio de Melo, avenida do Clube Castelinho, uma placa que indicaria os bairros e avenidas próximas também foi desgastada. A placa é apenas mais um item que se confunde ao lado de diversos outros outdoors e letreiros muito próximos.

Na Avenida São Vicente, zona Sul da cidade, duas placas no canteiro central de uma rotatória são inelegíveis. É possível perceber que cada uma delas indica locais diferentes, tanto à esquerda, quanto à direita, mas também estão apagadas.

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) atribuiu a má conservação a governos anteriores e afirmou que “pegou a cidade destruída”, mas que os ajustes na sinalização são uma questão de tempo.

“Fica feio, né? Se está feio, tira ou põe outra. É uma questão de manutenção, vamos fazendo devagar, mas a sinalização tem que ser ajustada. É até interessante trazer para nós essas solicitações porque tem que ser melhorado”, disse Alexandre.

Por enquanto, não há nenhuma previsão de substituição em larga escala das placas danificadas ou desgastadas pelo tempo.

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