CÂMARA

Fundamental nas casas legislativas, papel de líder de governo é desprezado em Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/GCN
Articulação política antes das votações dos projetos na Câmara
Articulação política antes das votações dos projetos na Câmara

O cargo de líder do prefeito na Câmara Municipal de Franca parece não atrair tanto mais os vereadores. Fundamental no legislativo, a função é desprezada em Franca. O cargo está vago há quase dois meses. Seu último ocupante foi Ilton Ferreira (PL), que parece tr mais apetite para o título do cargo do que para o exercício da função. O vereador foi também líder do ex-prefeito Gilson de Souza (Pros). Tanto num caso quanto noutro, Ilton Ferreira pediu para deixar a "missão".

Sem um líder para fazer a articulação política das matérias apresentadas no Legislativo, Alexandre aposta na sua base para a aprovação dos projetos. Nesse período de um ano e três meses de gestão, o prefeito não encontrou dificuldades para avançar com suas propostas. Neste segundo ano de mandato, conta com o apoio maciço da Mesa Diretora do Legislativo para fazer aprovar projetos do seu interesse.

No dia 1º de fevereiro, o então líder do prefeito, Ilton Ferreira (PL) renunciou ao cargo, sem muitas explicações para sua motivação.  “Uma coisa é fazer um projeto e outra é apresentá-lo. Tudo tem que estar em concordância com a visão política dos partidos em todas as áreas sociais. Não é simplesmente do jeito que o prefeito acredita ser o correto”, filosofa o agora ex-líder.

Ilton diz que a discussões têm sido feitas diretamente por assessores de Alexandre Ferreira. “O prefeito tem chamado os vereadores para conversar em seu gabinete e tem tido uma concordância entre todos. Como o prefeito tem dois assessores que fazem essa ponte, ele acha que não tem necessidade de um líder”, disse Ilton.

Os dois assessores do prefeito que fazem o contato com os parlamentares sobre os projetos encaminhados pelo Executivo são José Antônio Castagini (assessor de assuntos parlamentares) e Gustavo Cicilian (políticas públicas).

Mesmo sendo do mesmo partido do Prefeito, Donizete da Farmácia (MDB), descarta assumir a liderança Câmara. “Nesse momento, o prefeito não está tendo está preocupação porque ele tem quase a maioria absoluta dentro da Câmara. Eu mesmo não me considero com o perfil necessário para a função. Eu não conseguiria defender algum projeto que eu fosse contra”, diz Donizete. “O líder é muito importante, principalmente se for um líder que passa confiança e credibilidade. Sempre há dúvidas e questionamento na maioria dos projetos”.

O vereador com mais mandatos na Câmara de Franca, Gilson Pelizaro (PT), acredita que o cargo é importante e não deveria ficar vago, como vem ocorrendo nas últimas administrações. “Uma liderança do prefeito na Câmara é importante para a articulação política, para o desenvolvimento dos projetos mais importantes, para serem debatidos e discutidos. Nos meus cinco mandatos eu sei o quanto é importante o papel de um líder em todas as esferas da política. Ficar indo ao gabinete do prefeito dá a impressão que estamos nos comprometendo com uma situação que às vezes não procede”, finalizou o vereador, que foi líder na Câmara na época da administração de Gilmar Dominicci.

Ainda sem a definição de um novo líder, Alexandre Ferreira minimiza a relevância da função. “Independente de uma liderança fixa neste momento, temos feito um trabalho de amplo diálogo com o Poder Legislativo, buscando esclarecer nossos projetos. Com respeito e harmonia entre os poderes, seguimos implementando ações que melhoram a vida da comunidade”, disse o prefeito.

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