As máscaras continuaram nos rostos dos francanos no primeiro dia sem a obrigatoriedade do item de proteção no Estado de São Paulo.
A decisão foi anunciada pelo governador João Dória (PSDB) durante entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, e oficializado em edição extra do Diário Oficial desta quinta-feira, 17.
Grande parte da população usava máscara nos supermercados nesta sexta-feira, 18. No Savegnago da rua Saldanha Marinho, no Centro da cidade, não era diferente. “Tivemos poucos clientes adentrando a loja sem a máscara. Na sua grande maioria, diria que mais de 95% dos clientes estão vindo com a máscara de proteção individual”, conta o gerente Tales Eduardo Cintra dos Santos.
O cliente que chega sem máscara entra normalmente no supermercado. Ainda assim, é mais comum ver pessoas usando álcool em gel e higienizando o carrinho de compras por conta própria na entrada da loja do que entrando sem o item de proteção.
Já os funcionários da empresa receberam recomendações. “A gente orientou para que eles façam a utilização de máscaras no espaço social. Como isso aconteceu ontem (na quinta-feira) e é o primeiro dia, isso pode vir a mudar a qualquer momento”.
Para a consumidora Neuza Maria da Silva, de 68 anos, a decisão tomada pelo Estado foi precipitada. “Não gosto de máscara, mas vou continuar usando. A gente vê que em outros lugares que pararam de usar máscara, como na Europa, está tendo inverno e aumentou muito os casos”.
A aposentada já sofreu com os efeitos do coronavírus e não pretende passar pelo mesmo susto novamente. “Tive covid em janeiro. Foi fraca, mas ainda estou com sequelas: dor de cabeça, dor nas pernas e dores abdominais. Não desejo para ninguém”.
Ermilinda dos Santos Silva, de 88 anos, não deixa a máscara em casa. “Acho que tem que usar, porque a doença está voltando na China. Então, temos que se prevenir”. A doméstica garantiu que vai tomar a quarta dose para idosos. “Se eu quiser viver, tenho que tomar”.
Nas ruas
A cena se modifica pelas ruas da cidade. Grande parte das pessoas estavam andando com a máscara no queixo. Quando entravam num comércio, subia o item de proteção e descia após sua saída.
Esta situação ficou ainda mais comum após o governo do Estado retirar a obrigatoriedade da máscara em locais abertos no dia 9 de março.
Nas igrejas
O bispo diocesano Dom Paulo Beloto anunciou que será facultativo o uso de máscaras nas igrejas e templos católicos de Franca. A decisão foi publicada em suas redes sociais nesta sexta-feira.
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