TUDO CARO

Governo eleva expectativa de inflação em 2022 de 4,7% para 6,5%

Por Fábio Pupo | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Marcelo Camargo/Agência Brasil
As projeções pioram enquanto Jair Bolsonaro cobra medidas que possam barrar uma possível perda de popularidade
As projeções pioram enquanto Jair Bolsonaro cobra medidas que possam barrar uma possível perda de popularidade

O governo cortou a projeção para o crescimento da economia neste ano de 2,1% para 1,5% e elevou a expectativa de inflação de 4,7% para 6,5%.

O maior avanço nos preços é calculado em meio à escalada nos valores de combustíveis e de commodities alimentícias, devido principalmente à guerra na Ucrânia.

As projeções pioram às vésperas do calendário eleitoral e enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) cobra medidas que possam barrar uma possível perda de popularidade devido às condições da economia, principalmente pela inflação.

O Ministério da Economia afirmou que existem riscos neste ano a serem monitorados, notadamente a guerra na Ucrânia e seus impactos nas cadeias globais de valor, "que já apresentam gargalos devido à pandemia". "Adicionalmente, o risco da pandemia sobre o crescimento econômico e a inflação continuam sendo avaliados", afirma a pasta.

O ministro Paulo Guedes (Economia) tem barrado medidas vistas como ineficazes por ele, como um programa de subsídios para os combustíveis.

Guedes já admitiu publicamente que a expectativa era de uma desaceleração em 2022.

Um dos fatores que contribui para o freio na atividade econômica é a alta dos juros. Para tentar segurar a inflação, o Banco Central já elevou a taxa básica de juros (Selic) a 10,75% ao ano, e novas altas são aguardadas pelo mercado.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou neste mês que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 4,6% em 2021, após um tombo de 3,9% provocado pela pandemia em 2020.

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