RIFAINA

Cetesb freia produção de tilápias até empresa controlar fósforo na represa

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Protesto de rancheiros em prol da preservação ambiental da represa no início do ano
Protesto de rancheiros em prol da preservação ambiental da represa no início do ano

No dia 2 de janeiro, um grupo de rancheiros de Rifaina protestou no píer da praia artificial de Rifaina contra a ampliação das atividades da Fider Pescados, que mantém criação de tilápias no Rio Grande.

Após as manifestações, a Cetesb determinou que a empresa apresente um Plano de Melhoria Ambiental e, ao invés de aumentar, diminua a produção até que o projeto seja apresentado.

A Fider Pescados, que pertencente ao grupo MCassab, foi determinada a, desde o dia 7 de fevereiro, reduzir a produção atual, além de apresentar um projeto técnico voltado à remoção de dejetos das águas do Rio Grande. O prazo para a elaboração do estudo é de até 60 dias.

A produção só poderá ser retomada depois que for comprovado efetivamente que a quantidade de fósforo na área utilizada para a criação dos peixes diminuiu.

O protesto no início do ano organizado pela AARR (Associação dos Amigos da Represa de Rifaina) aconteceu, segundo a associação, justamente por conta da preocupação ambiental.

De acordo com Neto Bozelli, presidente da AARR, a posição da Cetesb se deu após a constatação de que a quantidade de fósforo nas águas da represa é 400 vezes maior que a permitida.

A empresa, que atua na região há 12 anos, disse em entrevista ao GCN no fim do ano passado que monitora sua produção, respeita a capacidade de suporte do reservatório e a qualidade da água e admite que planeja a expansão em outros reservatórios. No entanto, não se posicionou sobre a determinação da Cetesb.

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