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'Explodem' denúncias contra escola que promete emprego a jovens aprendizes

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Mural de vagas exposto na escola profissionalizante Qualifik
Mural de vagas exposto na escola profissionalizante Qualifik

Depois que o portal GCN trouxe o relato de mães que se sentiram enganadas por uma escola profissionalizante de Franca, dezenas de denúncias sobre o mesmo caso apareceram nas redes sociais.

Segundo os consumidores, a Qualifik, localizada no centro da cidade, promete vagas de jovem aprendiz em empresas e bancos na hora do contrato, mas os adolescentes nunca foram contratados.

O primeiro contato acontece sempre por telefone. Os funcionários da escola alegam que existe uma vaga de emprego para o jovem e marcam uma visita dos pais ou responsáveis à unidade. É na escola que acontece a negociação: com a promessa de que o adolescente estará empregado em poucas semanas, a família deve arcar apenas com o primeiro mês de investimento.

“Aconteceu comigo na Qualifik também. Ligaram falando que meu filho tinha uma vaga de emprego garantida na Caixa Econômica. Pediram que ele fizesse uma qualificação no valor R$ 1,5 mil, passei no meu cartão e quando eu estava saindo da escola, perguntei aos alunos como funciona. Eles me falaram que era pura enganação, então voltei na hora, rasguei o contrato e pedi o estorno”, comentou Marques Souza na publicação do Facebook do GCN.

A internauta Samer Oliveira também saiu no prejuízo com a falsa promessa. “Essa semana ligaram para minha filha e disseram que tinha a vaga no banco, mas teria que fechar o curso no valor de 12 x R$ 189,90. Fui com a minha filha, e tinha uma mãe que me alertou. Faz sete meses que ela está pagando e não existe vaga de emprego”.

Andreia Cristina também foi uma das mães que assinou o contrato, mesmo sem condições financeiras. Ao perceber que havia algumas inconsistências, suspendeu o serviço. “Fui a essa escola, assinei o contrato e tudo, mas não tinha o dinheiro da mensalidade. Tive que pagar uma taxa de R$ 50. Quando cheguei em casa, fui pondo os ‘pingos nos is’ e vi que tinha caído em um golpe. Fui até a escola e disse que se eles não suspendessem, eu ia entrar com advogado”, falou Andreia. “Tudo se resolveu, mas minha filha ficou com o psicológico abalado, pois estava muito entusiasmada”.

No Instagram do GCN, Aline Soares desabafou. "A Qualifik é uma grande farsa, iludem e enganam. Parece que todo mundo que trabalha lá é treinado para enganar as pessoas de forma convincente. Na hora de assinar o contrato, fizeram ser no cartão, falando que se precisasse, o valor seria estornado, o que não foi cumprido. Sem falar do péssimo atendimento prestado, mal educados, descaso total", escreveu Aline. 

Procon orienta 
O coordenador do Procon de Franca, Luís Murari, afirmou que é muito importante que os consumidores que foram prejudicados procurem o órgão para oficializar a reclamação. Desta forma é possível encaminhar o caso ao Ministério Público.

“Essa é uma situação grave, principalmente porque toca em uma questão sensível, que é o primeiro emprego, de famílias que mais necessitam do suporte financeiro. Isso se torna uma grande ilusão”, falou Luís. 

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