Uma câmera de segurança de um estabelecimento comercial na avenida Major Nicácio, no centro de Franca, registrou o momento exato em que o auditor foi executado a tiros por Samir. O crime aconteceu na noite deste sábado, 12, e Samir está preso.
Além da arma, foto distribuída pela polícia mostra também que dois carregadores e 18 projéteis estavam de posse de Samir.
Segundo a polícia, ainda não se sabe quantos disparos foram feitos, mas é certo que quatro deles acertaram Adriano e outros atingiram um outro carro que estava estacionado.
Na imagens, é possível ver o momento em que Adriano entra no veículo, uma S-10 branca. Quatro segundos depois, Samir aparece vestido com roupas escuras e se aproxima. O carro já estava com os faróis ligados. Durante os oito segundos seguintes, o dentista abre a porta do motorista, faz os disparos e fecha a porta.
Em seguida, Samir atravessou a avenida e entrou no seu veículo, um VW Passat, e fugiu. O dentista se dirigiu até uma chácara localizada no condomínio Terra Brasil, em Cristais Paulista, a 15 quilômetros de Franca, onde escondeu a pistola. Colocou-a próximo ao pé de uma mangueira. A arma ficou em um galho da árvore em meio às folhas. Samir então retornou para sua casa, em Franca.
Não era meia-noite quando ele chegou e encontrou os policiais militares à sua espera. Admitiu que tinha matado Adriano, não ofereceu resistência e levou os PMs até a chácara, em Cristais, onde havia escondido a arma.
No local, a arma foi apreendida, e Samir recebeu voz de prisão. Depois disso, foi conduzido sem algemas à CPJ (Central de Polícia Judiciária), onde um longo depoimento varou a madrugada.
O corpo de Adriano foi velado do meio-dia às 16h deste domingo, 13, no Memorial Nova, em Franca. A cremação estava prevista para acontecer às 17h em Ribeirão Preto.
A versão do assassino
Na delegacia, o assassino confesso, Samir Moussa, disse que o motivo do crime teria sido ciúmes da ex-mulher. Informações colhidas pela reportagem com pessoas próximas aos envolvidos indicam que Samir e sua ex-mulher estavam separados há pelo menos um ano, mas o dentista tinha dificuldades para aceitar o término da relação.
Segundo ele teria dito, tomava remédios contra a depressão e estaria sob efeitos dos medicamentos quando matou Adriano. Há semanas, Adriano teria registrado boletim de ocorrência reclamando de “perseguição” feita por Samir.
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