O número de mortos na cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia, chegou a 1.582, segundo o gabinete do prefeito. O cerco russo na cidade completou 12 dias. "Diante do bombardeio implacável, os mortos nem estão sendo enterrados."
Além disso, neste sábado, 12, a Ucrânia acusa a Rússia de bombardear uma mesquita na cidade, onde estariam mais de 80 adultos e crianças, incluindo cidadãos turcos. A acusação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, que não deu informações sobre mortos ou feridos.
O governo Vladimir Zelenski acusa a Rússia de se recusar a permitir que civis saiam de Mariupol, enquanto a Rússia culpa a Ucrânia pelo fracasso em retirar a população.
"A mesquita do sultão Suleiman, o Magnífico, e sua esposa Roxolana (Hurrém Sultana) em Mariupol foi bombardeada por invasores russos", disse o governo no Twitter.
"Mais de 80 adultos e crianças se escondem do bombardeio no local, incluindo cidadãos da Turquia." O Ministério das Relações Exteriores da Turquia disse à agência AFP que não tinha informações sobre o caso.
Sob constantes ataques, a região de 430 mil habitantes em tempos de paz teve de enterrar pelo menos 47 vítimas da guerra em uma vala comum, disse o vice-prefeito, Serhi Orlov, à rede britânica BBC. Segundo ele, nem todos os corpos puderam ser identificados.
Em discurso televisionado, o presidente Volodimir Zelenski acusou a Rússia de se recusar a permitir que pessoas saíssem da cidade sitiada de Mariupol e disse que a Ucrânia tentaria novamente entregar alimentos e remédios neste sábado, 12.
"As tropas russas não deixaram nossa ajuda entrar na cidade e continuam a torturar nosso povo. Amanhã tentaremos novamente, tentaremos novamente enviar comida, água e remédios", disse Zelenski.
Autoridades disseram que a situação em Mariupol era crítica, pois as forças russas apertaram o cerco em torno da cidade portuária do Mar Negro e os moradores estão sem energia ou água há mais de uma semana.
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