TRABALHO

Franca recupera quase 70% dos empregos perdidos no fim de 2021

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Franca tem, atualmente, 90.893 pessoas formalmente empregadas
Franca tem, atualmente, 90.893 pessoas formalmente empregadas

Como tradicionalmente acontece em Franca, dezembro e janeiro são opostos nos números de geração de empregos. No fim do ano, é comum que vagas sejam fechadas, e no início as contratações voltam com força.

De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), dezembro de 2021 fechou 3.607 postos de trabalho em Franca. Coube, então, ao mês de janeiro de 2022 recuperar 2.409 destas vagas.

Uma explicação para este fenômeno seria o "ciclo de produção" de Franca, conforme explica o economista Adnan Jebailey. “Como a produção em maior escala se inicia entre fevereiro e março, as indústrias preferem fazer as demissões em dezembro e recontratar durante o primeiro trimestre do ano seguinte, conforme a necessidade de mão de obra”.

A explicação dada pelo economista foi realmente o que se confirmou nos números divulgados. A indústria foi o setor que mais fechou vagas em dezembro, com um saldo de – 1.949 vagas. Já em janeiro, 1.075 foram reabertas.

Apesar da grande movimentação, não foi a indústria o setor que mais gerou vagas, mas, sim, o de serviços. Em janeiro, 1.459 vagas foram abertas na área. O setor, inclusive, é o que mais emprega formalmente em Franca, com 35.027 empregados.

Fechando o saldo positivo na geração de postos de trabalho, os setores de construção e agronegócio abriram 131 e 11 vagas, respectivamente.

Num movimento contrário a todos os grupos, o comércio foi o único que fechou empregos em janeiro deste ano. Ao todo, 265 contratos foram encerrados. A explicação: grande estoque de funcionários para o fim de ano e queda nas vendas em janeiro.

“Em dezembro, a contratação da mão de obra para as vendas de Natal acontece nos meses antecedentes à data, já que no fim de ano toda a equipe precisa estar preparada para a alta demanda. Em janeiro, as vendas acabam sofrendo baixa devido ao orçamento apertado das famílias com as contas de início de ano, como matrícula e materiais escolares, além de impostos”, explicou Adnan.

Após um ano de 2020 que fechou 3.498 postos de trabalho, por conta da pandemia, 2021 ficou responsável por recuperar estes empregos. Ao longo dos 12 meses, 8.495 empregos foram gerados.

Esse movimento de recuperação durante a pandemia acaba limitando as expectativas sobre o ano de 2022. Pelo menos é o que acredita Adnan Jebailey.

“Na comparação com 2021, deve haver uma queda ou manutenção no número de empregos deste ano, já que, ano passado, o alto número de contratações foi um reflexo da recomposição de mão de obra perdida em 2020, em razão da pandemia”, finalizou Adnan.

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