8 DE MARÇO

Mais de 200 mulheres vítimas de violência doméstica são atendidas em Franca

Por Kaique Castro | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo/Agência Brasil
Especialistas apontam que as mulheres estão criando mais coragem para buscar ajuda
Especialistas apontam que as mulheres estão criando mais coragem para buscar ajuda

Mesmo representando a maioria da população francana – 51,21%, as mulheres ainda continuam sendo vítimas de uma sociedade machista. Dado divulgado pela Prefeitura nesta segunda-feira, 7, mostra que o número de mulheres atendidas nos Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) aumentou 40% em 2021.

Segundo a Prefeitura, no Creas I, que atende os casos das regiões do Centro, Sul e Leste, 176 mulheres começaram a ser atendidas após serem agredidas. Já no Creas II, que atende as regiões Norte e Oeste, 46 novos atendimentos foram registrados.

Os registros apresentaram alta em decorrência de articulações realizadas entre a Política de Assistência Social, a Polícia Militar, através da Patrulha Maria da Penha, e o Ministério Público.

No último balanço do Ministério Público, houve um aumento de 43,47% na média mensal de pedidos de medidas protetivas na cidade, que resultou em 33 medidas a cada 30 dias.

"Os dados são preocupantes. Todo e qualquer crime contra a mulher é preocupante e precisa ser analisado. Precisamos buscar políticas públicas eficientes para combater e reduzir esses números", disse a Coordenadora da Comissão de Combate à Violência Contra Mulher da OAB, Carolina Gonçalves de Oliveira Escavassini, em recente entrevista para o GCN.

"Mas, por outro lado, esses registros de ocorrência mostram que as mulheres estão criando mais coragem para buscar ajuda. Em Franca, nós contamos com uma rede estruturada para o combate à violência contra a mulher”, completou a advogada.

Em Franca, além dos Creas, a mulher que sofrer qualquer tipo de violência pode procurar a Delegacia da Defesa Contra a Mulher, que conta com psicólogos. Há ainda a assistência social da cidade, a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar e Escuta Ativa (canal de comunicação para vítimas de violência através do WhatsApp (16) 991844403 e Instagram @institutoescutaativa).

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