Uma mulher de Franca diz que foi agredida na ida ao mercado nesse sábado, 5. Lelê Nakao, de 56 anos, esteve no varejão Irmãos Patrocínio da avenida Major Nicácio e, ao se recusar a usar a máscara, foi golpeada por um homem que também estava fazendo compras no local.
De acordo com Lelê, ela possui problemas sérios de respiração e não é recomendado pelos médicos a usar o item de proteção contra a covid-19. Durante a ida ao mercado, os próprios funcionários do varejão orientaram a mulher a estar com a máscara, mas ela afirmou que a compra seria rápida.
Já no açougue do mercado, Lelê foi questionada novamente pela máscara, mas desta vez por uma cliente. “Uma cliente resolveu arrumar briga comigo e eu comecei a discutir com ela, porque eu não poderia usar máscara, primeiro porque não sou gado, não tenho que usar máscara, e enquanto eu estava discutindo com ela, o marido dela chegou por trás, me golpeou, me deu um murro na cara”, disse.
A vítima afirmou que caiu no chão no primeiro golpe e chegou até a urinar na roupa com o susto. “Quando eu consegui levantar, ele me golpeou pela segunda vez, eu cai no chão de novo e fiz mais um tanto de xixi”.
Ao se levantar e entender o que estava acontecendo, o homem que a teria agredido tinha fugido. Lelê relatou que nenhuma pessoa, nem cliente ou funcionário, a ajudou no momento da confusão.
A Polícia Militar foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado. O homem já tinha fugido, mas a mulher do agressor continuou no local.
Ao sair do varejão, Lelê foi ao hospital e afirma que ainda sente dores. “Passei a noite no hospital, bati a cabeça duas vezes fortemente no chão, estou com dor de cabeça até agora, sinto enjoo”, falou. “Isso é inaceitável. Se eu tivesse rolando no chão com a mulher desse covarde, ele ainda não poderia, jamais, me agredir. Ainda mais pelas costas”.
Vários ferimentos foram notados no corpo de Lelê, que garante que ainda vai comparecer à Delegacia da Mulher nesta segunda-feira, 7, e espera providências. “Esse covarde não pode esmurrar mulheres por onde ele passa e simplesmente ir embora”.
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